Uma grave ocorrência de violência doméstica e lesão corporal mobilizou a Polícia Militar na noite desta quarta-feira (25), no bairro Vila Celeste, em Ipatinga. Um homem, de 26 anos, foi preso após agredir a esposa, ameaçar os próprios filhos e fazer um bebê de 6 meses refém durante um surto psicótico, supostamente causado pelo uso de entorpecentes. A situação gerou revolta na vizinhança, resultando no linchamento do suspeito e na depredação do imóvel.
A Polícia Militar foi acionada via 190 após denúncias de que um indivíduo estava ameaçando a família, com grande agitação no local. Ao chegarem à residência, os militares se depararam com uma confusão generalizada e diversas pessoas aglomeradas.
Segundo informações confirmadas pela PM, o suspeito estava extremamente exaltado e sob efeito de substâncias químicas. Durante o surto, ele passou a apresentar alucinações e comportamento agressivo. O homem feriu a companheira com um caco de vidro e, em um momento de extrema tensão, utilizou um bebê como refém, ameaçando a criança com um objeto cortante. Um familiar que tentou intervir também acabou ferido.
Apesar do perigo iminente, familiares conseguiram agir rapidamente e resgatar o bebê das mãos do agressor. A atitude do homem, no entanto, provocou a fúria dos moradores locais. Em represália às ameaças e agressões contra a família, várias pessoas invadiram o imóvel, passaram a agredir o autor e depredaram a residência.
Quando a polícia interveio, o autor já estava ferido devido às agressões sofridas pelos populares. Mesmo machucado, ele manteve o comportamento extremamente alterado e tentou fugir pulando do andar superior da casa. Os policiais precisaram usar algemas e técnicas de imobilização para contê-lo. Durante a confusão generalizada, outras pessoas também sofreram lesões leves, incluindo uma criança.
Equipes de socorro foram acionadas e prestaram atendimento a todas as vítimas, que foram encaminhadas a unidades de saúde da região. Apesar do grande susto e dos ferimentos, as crianças e a esposa não correm risco de morte. O autor das agressões permaneceu hospitalizado sob escolta policial e, posteriormente, deve responder pelos crimes cometidos. O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes.