Durante uma visita à região do Vale do Aço nesta quinta-feira (5), o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, fez duras críticas ao Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e à greve deflagrada pelos servidores da educação no estado nessa quarta-feira (4). Em entrevista à Rede Educadora, Simões, que também é professor, expressou seu descontentamento com a paralisação, classificando-a como um movimento de cunho político.
O vice-governador iniciou sua fala lamentando a postura do sindicato, traçando um paralelo com a gestão anterior. “Eu lamento muito que o Sind-UTE não tenha feito nenhuma greve durante o governo Pimentel, quando as professoras não só ficaram sem reajuste, como estavam recebendo atrasado em três parcelas e não receberam nem o 13º de 2018”, questionou Simões, que complementou de forma retórica: “Onde estava o Sind-UTE durante o governo do Pimentel?”
Na sequência, Mateus Simões defendeu as ações da atual administração, destacando a concessão de um reajuste salarial para a categoria. “Agora esse ano, sabe o que a gente fez? Nós demos o reajuste que o Lula mandou dar”, afirmou, ressaltando que Minas Gerais foi o primeiro estado da região Sudeste a anunciar a medida e a enviar o respectivo projeto de lei para a Assembleia Legislativa.
Para o vice-governador, a reação do sindicato com uma greve e críticas é contraditória. “Olha, desculpa gente, não vou fazer política não, deixa as professoras trabalharem, os alunos não precisam ter aula”, declarou. Ele argumentou que o governo está cumprindo com suas obrigações e fazendo mais do que a gestão anterior.
Ao final de sua declaração, Simões dirigiu-se diretamente ao sindicato com uma mensagem contundente. “Cria vergonha na cara, né sindicato? Vamos trabalhar e cuidar dos alunos, porque a educação é sobre aluno, não é sobre sindicato não”, concluiu.