Santana do Paraíso registra alto risco para arboviroses após divulgação do 1º LIRAa de 2026

A Secretaria Municipal de Saúde de Santana do Paraíso divulgou os resultados do 1º Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro. O estudo revelou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 5,3%, valor considerado alto risco para a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya, segundo critérios do Ministério da Saúde.

Além do IIP, o Índice de Breteau, que mede a quantidade de recipientes com larvas do mosquito, ficou em 8,3%, demonstrando a presença expressiva de criadouros do Aedes aegypti em diferentes regiões da cidade.

Para análise mais precisa, o município foi dividido em quatro extratos territoriais:

  • Extrato 1 – Bairros Centro, Oliveira, Alto Santana, São José, Veraneio, Josefino Anício, São Francisco e Residencial Paraíso
    ➜ 10,7% (alto risco)
  • Extrato 2 – Bairros Industrial, AABB e Residencial Bethânia
    ➜ 6,2% (alto risco)
  • Extrato 3 – Águas Claras, Bom Pastor, Cidade Verde e Jardim Vitória
    ➜ 2,6% (médio risco)
  • Extrato 4 – Parque Caravelas, Cidade Nova, Parque Veneza e Chácaras do Vale
    ➜ 2,7% (médio risco)

Quintais concentram a maioria dos focos do mosquito

De acordo com o levantamento, a maior parte dos criadouros foi encontrada dentro dos quintais das residências. Os principais locais identificados incluem:

  • Lixo acumulado
  • Pequenos depósitos móveis
  • Pneus
  • Recipientes de armazenamento de água
  • Caixas d’água
  • Ralos
  • Vasos sanitários em desuso
  • Piscinas sem tratamento adequado

A referência técnica de Vigilância Epidemiológica do município, Juscilândia da Silva Costa, reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito.

“Grande parte dos focos está relacionada ao manejo inadequado de recipientes que acumulam água. É fundamental que a população reserve alguns minutos por semana para verificar quintais e áreas externas. Os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver por até um ano em ambiente seco, e o ciclo do mosquito pode se completar em cerca de 10 dias em condições favoráveis”, alertou.