Uma tragédia abalou a cidade de Caratinga, no Vale do Rio Doce, nesta semana. João Miguel, um menino de apenas 4 anos, morreu após ser atropelado em frente ao Centro de Educação Infantil Municipal (CEIM) Miriam Mangelli, no bairro Santa Zita. O acidente, ocorrido na manhã de segunda-feira (2), também deixou outras quatro pessoas feridas. A morte foi divulgada nesta terça-feira (3).
O atropelamento aconteceu por volta das 11h15, em um momento de grande movimentação de pais e alunos. Segundo informações da Polícia Militar, uma mulher de 38 anos, que ia buscar o filho na escola, perdeu o controle do veículo. Em seu relato, a motorista afirmou que, ao manobrar o carro, ele avançou repentinamente. Ela não soube precisar se houve uma falha mecânica no freio ou se, por engano, pressionou o pedal do acelerador.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o carro invade a área de entrada da escola, atingindo as pessoas que estavam no local. João Miguel foi prensado contra o portão e uma coluna. O pai da criança, que presenciou a cena, correu para socorrer o filho.
As vítimas
Além de João Miguel, que foi socorrido em estado gravíssimo e levado para o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, onde passou por uma cirurgia de emergência mas não resistiu e veio a óbito no dia seguinte, outras quatro pessoas ficaram feridas:
• Uma mulher de 49 anos, com fratura exposta em uma das pernas;
• Um menino de 3 anos, irmão de João Miguel, com ferimentos leves;
• Um homem de 35 anos, com ferimentos leves;
• Uma mulher de 29 anos, com ferimentos leves.
Investigação e desdobramentos
A motorista do veículo realizou o teste do bafômetro, que deu negativo para o consumo de álcool. O carro estava com a documentação regular e foi liberado após a perícia inicial. A condutora, que precisou se abrigar em uma residência próxima para evitar agressões de populares, também foi liberada.
A Polícia Civil esteve no local e investiga as circunstâncias do acidente. A Secretaria Municipal de Educação de Caratinga emitiu uma nota lamentando o ocorrido, classificando-o como uma “fatalidade” e informou que está prestando todo o suporte necessário à família da vítima.