Mais de 5 milhões de estudantes em todo o país encaram neste domingo (8) o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Com duração de 5 horas e meia, os candidatos enfrentarão 90 questões objetivas e a tão temida prova de redação. Para evitar contratempos, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reforça as regras rígidas sobre o que é exigido, permitido e proibido nos locais de aplicação.
O que é obrigatório e permitido
A entrada na sala de aula só é permitida com a apresentação de um documento oficial de identificação com foto. São aceitos documentos físicos (como RG, CNH, Passaporte e Carteira de Trabalho expedida após 1997) e documentos digitais (como e-Título, CNH Digital, RG Digital e CIN), desde que apresentados diretamente nos aplicativos oficiais. Capturas de tela (prints) ou fotos não serão aceitas em hipótese alguma.
O único material autorizado para o preenchimento do Cartão-Resposta e da Folha de Redação é a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. A recomendação oficial é que o participante leve ao menos duas canetas para garantir uma reserva. Lanches rápidos e água também são permitidos, mas os fiscais de sala poderão solicitar a vistoria dos alimentos e das garrafas.
Itens proibidos e risco de eliminação
A lista de materiais proibidos sobre a mesa é extensa e exige atenção. O candidato não poderá utilizar lápis, borracha, corretivo, lapiseira, réguas, óculos escuros ou bonés. Aparelhos eletrônicos, como celulares, relógios (digitais ou analógicos) e fones de ouvido devem ser rigorosamente desligados e guardados no envelope porta-objetos lacrado embaixo da carteira.
O edital é claro: se o celular ou qualquer dispositivo eletrônico emitir som (toque ou alarme) durante a prova, mesmo guardado no envelope, o candidato será sumariamente eliminado do Enem.
O desafio da Redação
Além das regras de segurança, o primeiro dia de exame cobra a elaboração de um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas. A redação pode render até 1.000 pontos, divididos em cinco competências que avaliam desde o domínio da língua portuguesa até a capacidade de interpretação.
Professores e especialistas sugerem que o texto seja estruturado em quatro parágrafos: uma introdução, dois parágrafos de desenvolvimento (argumentação) e uma conclusão que deve, obrigatoriamente, conter uma proposta de intervenção social detalhada e que respeite os direitos humanos. Fuga ao tema, textos com menos de oito linhas ou o descumprimento da estrutura dissertativa zeram a nota do candidato.