Após cumprir 10 dias de prisão temporária, o empresário detido durante a Operação Sanitas foi libertado nesta segunda-feira (16). Segundo informações da defesa, ele já se encontra em casa, reunido com sua família. A prisão ocorreu no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre a venda ilegal de medicamentos na região do Vale do Aço.
A soltura marca um novo desdobramento no caso que ganhou grande repercussão nas últimas semanas. O empresário é marido de uma influenciadora digital que também foi alvo da operação. A defesa não divulgou detalhes adicionais sobre as condições da libertação ou os próximos passos do processo legal.
Relembre a Operação Sanitas
A Polícia Federal deflagrou a Operação Sanitas com o objetivo de combater o comércio ilegal, a importação e a fabricação clandestina de medicamentos para emagrecimento. Esses produtos, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, eram comercializados sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A investigação teve início a partir de inúmeras denúncias anônimas. As informações apontavam para a venda ilegal de substâncias proibidas. Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão temporária. A Justiça também determinou a aplicação de medidas cautelares, como a proibição do uso de redes sociais e a quebra de sigilo telemático dos envolvidos.
As investigações revelaram que o grupo utilizava as redes sociais de forma intensa para atrair seguidores e induzi-los à compra dos produtos. A organização dividia as tarefas entre negociação, entrega e armazenamento das substâncias. Durante a deflagração da operação, a polícia apreendeu substâncias ilegais na residência de dois alvos, configurando flagrante delito.
O delegado Alexandre Teixeira, da Polícia Federal, ressaltou na época a gravidade dos crimes investigados. Ele destacou que a operação visa combater associações criminosas que falsificam, contrabandeiam e manipulam indevidamente substâncias como a tirzepatida e a semaglutida. Esses produtos, por não passarem por nenhum controle de qualidade ou fiscalização, trazem sérios riscos à saúde da população.