A Viação Rio Doce anunciou o fim do transporte coletivo urbano em Caratinga, gerando preocupação entre moradores e autoridades sobre os impactos na mobilidade da cidade.
Segundo informações divulgadas pela empresa, a decisão foi tomada devido à inviabilidade financeira da operação. O anúncio provocou forte repercussão nas redes sociais e levantou discussões sobre possíveis soluções para evitar um colapso no transporte público municipal.
Empresa aponta necessidade de subsídio da Prefeitura
De acordo com o presidente da Viação Rio Doce, Rinaldo Grossi, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (26), o atual modelo operacional não se sustenta financeiramente.
A empresa afirmou que uma eventual nova licitação, sem apoio financeiro do município, poderia gerar prejuízo à futura concessionária ou provocar queda na qualidade do serviço oferecido à população.
Ainda segundo a empresa, alternativas como a implantação da “Tarifa Zero” ou a criação de um subsídio robusto por parte da Prefeitura seriam os únicos caminhos viáveis para manter o transporte funcionando.
Tarifa Zero ganha força entre moradores
O modelo de Tarifa Zero vem sendo debatido após o anúncio da empresa. Nesse sistema, a Prefeitura assume os custos operacionais do transporte coletivo, permitindo gratuidade para os usuários.
A proposta já é utilizada em mais de 100 cidades brasileiras, entre elas Maricá, no Rio de Janeiro, e Leopoldina, na Zona da Mata mineira.
Nas redes sociais, moradores de Caratinga passaram a defender a adoção do modelo no município.
Segundo comentários publicados após o comunicado da empresa, usuários citaram o exemplo de Leopoldina, onde o custeio municipal mantém o sistema funcionando e contribui para movimentar o comércio local.
Câmara Municipal poderá ter papel decisivo
Conforme informado pela empresa, o principal desafio para implantação de um modelo subsidiado seria a necessidade de aprovação da Câmara Municipal para liberação de recursos públicos.
Ainda segundo a Viação Rio Doce, o atual prefeito demonstrou sensibilidade em relação à situação e reconheceu a necessidade de discutir alternativas para evitar prejuízos à população.
População teme impactos na mobilidade urbana
O possível encerramento do transporte coletivo preocupa principalmente trabalhadores, estudantes e moradores que dependem diariamente dos ônibus urbanos.
A expectativa agora gira em torno das próximas medidas que poderão ser tomadas pelo Executivo e pelo Legislativo municipal para tentar garantir a continuidade do serviço na cidade.