segunda-feira, 8 de junho de 2026

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Ex-prefeito Douglas Willkys denuncia pressão política e ameaças na Câmara de Timóteo

Portal Educadora

Publicado há 2 horas

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Ex-prefeito Douglas Willkys denuncia ameaças e pressão política contra vereadores durante análise de suas contas na Câmara de Timóteo

A votação que deveria definir o destino das contas de gestão do ex-prefeito Douglas Willkys não aconteceu na sessão desta segunda-feira (8) da Câmara Municipal de Timóteo. O que deveria ser uma questão meramente técnica transformou-se em um episódio de tensão política, marcado por denúncias graves de coação e ameaças contra vereadores. Em entrevista exclusiva à repórter Janaína Oliveira, da Rede Educadora, Willkys expõe um cenário que, segundo ele, nunca foi visto na história política da cidade.

Contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas

As contas referentes aos exercícios de 2019 e 2020 já receberam parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Ainda assim, a discussão segue na Câmara Municipal.

“Importante a gente relembrar que todas essas duas contas, 2019 e 2020, foram aprovadas pelo Tribunal de Contas e agora a gente tem assistido aqui dentro do Legislativo uma tentativa de politizar essa discussão enquanto esse assunto deveria ser tratado de uma forma mais técnica”, afirmou Douglas Willkys.

Defesa alega cerceamento e negativa de provas

Segundo o ex-prefeito, a Comissão de Orçamento da Câmara não teria garantido plenamente os meios necessários para sua defesa. A equipe jurídica solicitou a realização de perícia técnica e a oitiva de testemunhas — servidores efetivos com conhecimento técnico sobre os temas discutidos —, mas os pedidos teriam sido negados.

“Na primeira tentativa de votação que aconteceu ainda no ano passado, nós demonstramos claramente que a Comissão de Orçamento da Câmara não tinha tido o devido cuidado com a questão da nossa defesa”, declarou. Willkys afirma que ouvir testemunhas é um direito básico em qualquer processo.

Ex-prefeito denuncia pressão sobre vereadores

O ponto mais delicado da entrevista envolve denúncias de pressão política contra parlamentares. Segundo Douglas Willkys, na votação anterior, servidores comissionados teriam sido levados ao plenário da Câmara durante o expediente para pressionar vereadores.

“Chegou à Câmara Municipal através dessa pressão aos vereadores. Na votação de contas passada vocês podem procurar aí dentro inclusive das imagens disponibilizadas pelo Legislativo tinha servidor comissionado com uniforme segurando cartazes pressionando ali vereadores”, afirmou.

O ex-prefeito disse ainda ter encaminhado denúncias ao Ministério Público, acompanhadas de fotos e registros de conversas.

Ameaças teriam envolvido obras e indicações

Willkys também relatou que alguns vereadores teriam recebido ameaças veladas caso votassem de acordo com o parecer do Tribunal de Contas. “Me falaram que se eu votar conforme o parecer do Tribunal de Contas o dinheiro que eu conseguir para poder fazer determinada obra que eu acho que a população precisa não vai ser executado”, revelou.

Em outro relato, segundo ele, um parlamentar teria sido informado de que demandas encaminhadas às secretarias municipais deixariam de ser atendidas caso votasse pela aprovação das contas.

Nova votação deve ocorrer nos próximos dias

Com o pedido de vistas apresentado durante a sessão, a análise das contas deverá retornar ao plenário em até cinco dias. As denúncias apresentadas por Douglas Willkys foram formalizadas no Ministério Público e aguardam apuração.

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