quinta-feira, 11 de junho de 2026

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Sintmcelf encerra greve em Coronel Fabriciano

Portal Educadora

Atualizado há 3 horas

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Sintmcelf convoca assembleia para quinta (11) às 17h em Coronel Fabriciano após prefeitura apresentar mesma proposta já rejeitada

Após quatro dias de paralisação, os servidores públicos municipais de Coronel Fabriciano encerraram a greve com um acordo que garante direitos e reconhecimento histórico da categoria. A mobilização, inédita na história do município, marca um ponto de virada na luta dos trabalhadores do setor público local.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Coronel Fabriciano (Sintmcelf), Sirlene Vaz de Moura Silva, avalia o encerramento da paralisação com um sentimento de “dever cumprido” e reafirma a importância da união da classe trabalhadora durante o período de greve.

“A sensação é de dever cumprido, de união da classe trabalhadora, que essa greve serviu esses quatro dias pra gente estar aqui sempre conversando, fazendo escuta, ouvindo os trabalhadores”, destaca Sirlene, ressaltando que o movimento permitiu que a categoria apresentasse suas reivindicações e sugestões para a diretoria do sindicato.

A presidente do sindicato também destaca a importância da cobertura da imprensa durante todo o processo, desde os momentos de conflito até a resolução do acordo. “O que eu saio daqui mais feliz é de ver que vocês participaram, a imprensa acompanhou, as nossas assembleias, momentos difíceis, momentos que houve conflito, enfim. E hoje vocês também que acompanharam, a mídia estava aqui e viu. Os trabalhadores atentos, criou a aproximação entre os trabalhadores e o sindicato”, afirma.

Os acordos conquistados
A negociação resultou em avanços concretos para os servidores. O principal ganho imediato foi um reajuste no auxílio alimentação, que passa de R$ 300 para R 25. Embora Sirlene reconheça que “é pouco”, ela contextualiza o resultado dentro de uma trajetória maior de conquistas.

“O auxílio de alimentação é uma conquista da diretoria do sindicato. Ele começou com 50 reais. No ano seguinte nós fomos pra 100. Depois nós fomos pra 200. Depois pra 300. E agora 325. E nós vamos trabalhar pra chegar no valor de uma cesta do dia esse. Trabalhar cada ano pra avançar”, explica a presidente, mostrando que o aumento, embora modesto, faz parte de um processo contínuo de melhorias.

Garantias contra retaliações
Mais importante que o reajuste financeiro imediato foi a garantia de que não haverá retaliações contra os grevistas. Esta conquista protege os direitos dos servidores em aspectos cruciais de suas carreiras.

“Não vai haver corte de dia, né, dos grevistas. Então, ou seja, não vai ter prejuízo na carreira, na hora da promoção, da progressão, da sua contagem de tempo”, destaca Sirlene, ressaltando que os dias parados não afetarão o histórico funcional dos servidores.

Além disso, o acordo também prevê que os trabalhadores que não participaram da greve receberão o rateio do Fundeb, caso haja sobra orçamentária. “E os trabalhadores que estão aqui fora da greve, também, se houver sobra do Fundeb, eles receberão o rateio do Fundeb”, complementa.

O papel da mediação
A presidente do sindicato reconhece a importância da mediação do Procurador do Trabalho, Dr. Túlio Mota, para que o município aceitasse sentar à mesa de negociação. “Vale ressaltar que foi uma negociação, uma mediação, sindicato, doutor Túlio Mota, que é o procurador de trabalho, que eu tenho muito respeito. E foi muito importante nessa mediação”, afirma.

Sirlene também destaca que a prefeitura demonstrou “boa vontade” ao comparecer às negociações, reconhecendo que o município poderia ter recusado a mediação, como havia ocorrido em conflitos anteriores envolvendo a educação.

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