quarta-feira, 26 de agosto de 2026

AO VIVO 91.7 FM

MP denuncia caminhoneiro por homicídio doloso após acidente que matou empresária de Ipatinga na BR-116

Portal Educadora

Publicado há 2 horas

COMPARTILHAR

WhatsApp
Facebook
Email

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra um caminhoneiro de 35 anos pelo acidente que matou a empresária de Ipatinga Flávia Carvalho Assis, de 46 anos, na BR-116, em Inhapim. O filho da vítima, de 14 anos, ficou ferido na colisão.

Segundo a denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, o motorista deverá responder por homicídio doloso qualificado consumado, homicídio doloso qualificado tentado, omissão de socorro, fuga do local do acidente e fraude processual majorada.

Ultrapassagem proibida, segundo a acusação

O acidente aconteceu no dia 24 de julho, por volta das 6h02, no km 495 da rodovia. De acordo com o Ministério Público, o denunciado conduzia um caminhão Mercedes-Benz L-1620 em um trecho de declive acentuado, sinalizado com linha dupla contínua, quando realizou uma ultrapassagem proibida e invadiu a pista contrária.

O caminhão colidiu frontalmente com um Citroën Basalt T200 conduzido por Flávia. A moradora do bairro Bela Vista, em Ipatinga, morreu em decorrência dos ferimentos. O filho dela sofreu lesões e precisou de atendimento hospitalar.

Na avaliação do MPMG, o motorista assumiu o risco de provocar o acidente por conduzir um veículo de grande porte, em trecho de declive, em velocidade superior ao limite permitido e ao ultrapassar deliberadamente em local proibido.

Fuga e suspeita de fraude processual

A denúncia também sustenta que o homem deixou o local sem prestar socorro às vítimas antes da chegada das equipes de resgate e da Polícia Rodoviária Federal. Ele foi localizado posteriormente em uma unidade de pronto atendimento em Caratinga.

A investigação aponta ainda que o denunciado teria orientado terceiros a omitirem dos profissionais de saúde a verdadeira origem dos ferimentos e tentado construir uma versão falsa sobre a ocorrência, com alegação de mal súbito, tontura ou desorientação. Segundo o Ministério Público, também houve providências para retirar pertences do veículo envolvido e dificultar a apuração dos fatos.

Pedido de júri e indenização

O MPMG pediu que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri de Inhapim, além da manutenção da prisão preventiva. A Promotoria também requereu a fixação de indenização mínima de R$ 200 mil por danos morais: R$ 100 mil pela morte de Flávia e R$ 100 mil em favor do adolescente sobrevivente.

A denúncia representa a acusação formal do Ministério Público e ainda será analisada pela Justiça ao longo do processo.

Relembre o acidente que matou a moradora de Ipatinga e deixou o filho ferido.

Recentes