sábado, 29 de agosto de 2026

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Desemprego cai para 5,3% no trimestre até julho, menor taxa da série para o período

Portal Educadora

Publicado há 17 horas

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor para esse período de três meses desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.

No trimestre anterior, encerrado em abril, a taxa estava em 5,8%. No mesmo período de 2025, o índice era de 5,6%.

Ocupação bate recorde

De acordo com a pesquisa, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior da série histórica. A quantidade de empregados com carteira assinada, sem considerar trabalhadores domésticos, também atingiu recorde: 39,4 milhões.

Já o número de pessoas desocupadas ficou em 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, em relação ao trimestre encerrado em abril.

Construção impulsionou geração de vagas

Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre até julho foi puxado principalmente pela construção civil, com destaque para pedreiros e trabalhadores da construção de edifícios.

O setor de transporte, armazenagem e correio, que inclui entregadores por aplicativo, também registrou alta de 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.

Informalidade e rendimento

A taxa de informalidade ficou em 37,5%, acima dos 37,2% registrados no trimestre encerrado em abril. O número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, crescimento de 3,6%, ou mais 477 mil pessoas, na comparação com o trimestre anterior.

O rendimento médio habitual do trabalhador foi de R$ 3.762, uma queda de 0,7% em relação ao período até abril. Para o IBGE, a variação é considerada estável.

A população desalentada, formada por pessoas que não procuraram emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga, somou 2,3 milhões de pessoas, queda de 9,7% no trimestre.

A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange diferentes formas de ocupação, como trabalho com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Com informações da Agência Brasil.

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