O empresário Gustavo Galassi, do PSDB, encaminhou a renúncia à disputa por uma vaga no Senado por Minas Gerais. A decisão abre espaço para uma possível candidatura do deputado federal e ex-governador Aécio Neves, que ainda não havia confirmado oficialmente se entrará na corrida eleitoral.
Galassi informou à Justiça Eleitoral que desistiu da candidatura por razões de foro íntimo. No documento, ele declarou que a decisão foi tomada de forma livre, consciente e inequívoca. Após a homologação da renúncia, ele não poderá retornar à disputa nesta eleição.
Articulação ganhou força após segunda desistência
A saída de Galassi ocorre um dia depois de Marcelo Heringer, do PDT, também deixar a disputa pelo Senado. Os dois nomes estavam ligados à coligação Cuidar de Minas, formada pelo PDT e pela Federação PSDB-Cidadania, que apoia Alexandre Kalil na disputa pelo governo de Minas.
As duas desistências fortalecem as conversas para que Aécio Neves assuma uma das candidaturas ao Senado pela aliança. Até a última atualização das informações consultadas, porém, o ex-governador não havia oficializado a decisão.
Em manifestação pública, Aécio agradeceu o gesto de Galassi e afirmou que vinha recebendo apelos e estímulos para disputar o cargo. Segundo ele, a possibilidade de candidatura dependeria justamente da abertura de espaço dentro da chapa.
Prazo para substituição vai até 14 de setembro
Pelas regras eleitorais, partidos e coligações podem substituir candidaturas até o dia 14 de setembro, prazo de 20 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A mudança depende da formalização da renúncia e dos procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral.
Aécio Neves havia anunciado, no início de agosto, que não disputaria cargo eletivo em 2026. A movimentação desta semana, entretanto, recolocou seu nome no centro das articulações para o Senado em Minas Gerais.
Ainda não há definição sobre o papel que Gustavo Galassi e Marcelo Heringer poderão exercer na chapa após as desistências. A situação segue em negociação entre os partidos.