quarta-feira, 4 de novembro de 2026

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Um ano após morte na Ucrânia, corpo de morador de Valadares chega ao Brasil

Portal Educadora

Atualizado há 2 meses

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Corpo de Bruno de Paula, morador de Governador Valadares morto na Ucrânia em 2025, chegou ao Brasil após identificação por DNA. fotos: redes sociais

O corpo do técnico de enfermagem Bruno de Paula Carvalho Fernandes, de 29 anos, chegou ao Brasil nesta quinta-feira (10), um ano após a morte dele durante a guerra na Ucrânia. Natural de Barra de São Francisco, no Espírito Santo, Bruno morava havia quatro anos em Governador Valadares.

Após o desembarque em São Paulo, os restos mortais foram levados para Barra de São Francisco, onde familiares e amigos se reuniram para o velório nesta sexta-feira, 11 de setembro. O sepultamento também está previsto para ocorrer na cidade natal do técnico de enfermagem.

Identificação foi confirmada por exame de DNA

A identificação foi concluída pelas autoridades ucranianas em 7 de agosto deste ano. Segundo a documentação repassada à família, o exame comparou amostras de familiares com fragmentos de tecidos e apontou compatibilidade superior a 99%.

Com a confirmação, o corpo pôde ser liberado para a repatriação. Os restos mortais estavam sob custódia do Departamento de Perícia Médico-Legal de Dnipropetrovsk desde outubro de 2025.

Morte ocorreu durante ataque

De acordo com documentos das autoridades ucranianas apresentados à família, Bruno morreu em 1º de setembro de 2025, na região do povoado de Zatyshok. Ele integrava uma equipe de quatro pessoas, formada por dois brasileiros e dois ucranianos.

O grupo teria sido surpreendido por um ataque com morteiros e drones. Bruno foi atingido e não resistiu aos ferimentos.

Antes de viajar para a Ucrânia, Bruno atuou como técnico de enfermagem e trabalhou na linha de frente durante a pandemia de Covid-19, em hospitais de Mantena e no Hospital Regional, em Governador Valadares.

Segundo relatos da família, ele viajou para o país europeu após receber propostas de trabalho que indicavam remuneração mensal de aproximadamente R$ 30 mil. As circunstâncias da ida e da morte foram relatadas por familiares e registradas em documentos das autoridades ucranianas.

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