O candidato ao Senado Domingos Sávio defendeu que investimentos realizados por Minas Gerais em áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública sejam usados para amortizar a dívida do estado com a União. A proposta foi apresentada durante entrevista à Rede Educadora.
Na conversa, o candidato também falou sobre a necessidade de ampliar os investimentos federais em Minas, com destaque para as rodovias BR-381 e BR-262. Segundo ele, o estado precisa receber mais recursos para obras estruturantes.
BR-381 e BR-262 entram na pauta
Domingos Sávio afirmou que, caso eleito, pretende cobrar investimentos federais para a melhoria das rodovias. Ele citou a BR-381, que corta o Vale do Aço, e a BR-262 como exemplos de trechos que, na avaliação dele, precisam de mais obras e atenção do poder público.
O candidato criticou o que considera cobrança de pedágios sem a entrega das intervenções esperadas pelos usuários das rodovias. Ele também afirmou que pretende representar demandas do Vale do Aço no Senado.
Proposta para a dívida de Minas
Ao comentar a dívida de Minas Gerais com a União, Domingos Sávio disse que votou favoravelmente ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, conhecido como Propag, mas defendeu mudanças no modelo aprovado.
Segundo o candidato, a proposta prevê prazo de 30 anos para o pagamento da dívida. Ele afirmou que, em sua avaliação, recursos que seriam destinados mensalmente ao governo federal poderiam ser revertidos em investimentos dentro do próprio estado.
A proposta defendida por ele prevê que os valores investidos acima da média dos últimos anos em infraestrutura, educação, saúde e segurança pública sejam descontados do saldo devedor. “Em vez de eu pegar esse dinheiro, mandar para o governo federal e o governo não devolver para fazer investimento, o governo nos autoriza a amortizar a dívida investindo aqui em Minas”, declarou.
Crítica ao Senado e ao STF
Na entrevista, Domingos Sávio também abordou o papel do Senado na fiscalização de outros Poderes. O candidato criticou o que classificou como omissão da maioria dos senadores e defendeu que a Casa exerça suas atribuições constitucionais de controle.
As declarações sobre o Supremo Tribunal Federal e o cenário político refletem a posição do candidato apresentada durante a entrevista.