A osteoporose atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF). A doença, considerada silenciosa, pode evoluir sem dor ou sintomas evidentes até que aconteça uma fratura. No caso das mulheres, o alerta ganha ainda mais importância após a menopausa, quando a queda do estrogênio pode acelerar a perda de massa óssea e aumentar o risco de fragilidade nos ossos.
O tema ganha destaque por meio do Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, celebrado hoje, 20 de outubro. Para chamar a atenção da população, a SOGIMIG, em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas, patrocínio da Rede Mater Dei e do laboratório EMS, realizará uma ação de conscientização sobre a doença, das 12h às 13h, na esquina da Alameda Ezequiel Dias com a Avenida dos Andradas, no Centro de Belo Horizonte.
A iniciativa, idealizada pelo médico ginecologista e associado SOGIMIG Bruno Muzzi Camargos, é reconhecida e apoiada pela International Osteoporosis Foundation (IOF). Durante a ação, serão entregues panfletos com informações nutricionais e orientações práticas sobre prevenção. A população também terá a oportunidade de conhecer uma ferramenta digital para cálculo do risco de osteoporose.
Segundo o médico, a osteoporose provoca enfraquecimento dos ossos e pode levar a fraturas espontâneas ou decorrentes de traumas considerados leves. O grande problema é que, antes da fratura, muitas pessoas não percebem que estão perdendo massa óssea.
“A pessoa pode estar perdendo cálcio dos ossos sem sentir nada. Costumo comparar com o colesterol alto: existe um risco, mas ele não é percebido até que ocorra uma consequência”, explica.
O especialista acrescenta que a relação entre osteoporose e menopausa está ligada principalmente à redução do estrogênio. Embora cálcio, vitamina D, magnésio e atividade física sejam fundamentais, o hormônio também tem papel importante na renovação e manutenção da saúde óssea.
“Os ossos dependem do estrogênio para manter sua saúde. Como esse hormônio diminui drasticamente na menopausa, as mulheres ficam especialmente vulneráveis à osteoporose nesse período”, afirma.
Por isso, a avaliação da saúde óssea deve fazer parte do cuidado integral da mulher, especialmente quando há histórico familiar de osteoporose ou fraturas, menopausa precoce, irregularidades hormonais, sedentarismo, tabagismo, baixa ingestão de cálcio, diabetes, cirurgia bariátrica ou outras doenças crônicas.
Sinal de alerta
Na maioria dos casos, a osteoporose não apresenta sintomas antes da fratura. Por isso, episódios aparentemente simples, como uma fratura de punho após uma queda, precisam ser valorizados.
De acordo com Bruno Muzzi Camargos, esse tipo de fratura pode funcionar como um sinal de alerta para investigar a saúde dos ossos.
“Muitas vezes, a primeira fratura não é valorizada. A fratura de punho, por exemplo, pode ser uma fratura sentinela. Ela deve acender a preocupação com osteoporose e com o risco de outras fraturas”, orienta.
A densitometria óssea é o principal exame para avaliar a massa óssea e ajudar no diagnóstico da osteoporose. A indicação deve considerar idade, histórico familiar, presença de fraturas, fatores de risco e condições hormonais.
Para o médico, o ginecologista tem papel estratégico nesse acompanhamento, já que está presente na saúde da mulher em diferentes fases da vida, desde a puberdade até a menopausa.
“Sempre que houver suspeita de falência hormonal ou fatores de risco, é preciso pensar na saúde óssea. A mulher deve conversar com seu ginecologista, principalmente se já passou pela menopausa e nunca avaliou os ossos”, destaca.
Medidas preventivas
A prevenção passa por medidas conhecidas, mas que precisam ser mantidas de forma regular. Entre elas estão atividade física, alimentação com boa oferta de cálcio, manutenção de níveis adequados de vitamina D, exposição solar orientada e abandono de hábitos prejudiciais, como tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool.
A atividade física, segundo o especialista, não precisa necessariamente ser de impacto. Exercícios com resistência, como musculação, treinos com elásticos ou atividades que exijam contração muscular, também podem contribuir para fortalecer os ossos.
Serviço
Ação de conscientização sobre osteoporose
Realização: SOGIMIG
Parceria: Faculdade de Ciências Médicas
Patrocínio: Rede Mater Dei e Laboratório EMS
Reconhecimento e apoio: International Osteoporosis Foundation (IOF)
Data: 20 de outubro
Horário: das 12h às 13h
Local: Alameda Ezequiel Dias, esquina com a Avenida dos Andradas, Centro, Belo Horizonte
Sobre a SOGIMIG
A Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais é uma entidade filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Trabalha para a atualização científica e para a defesa e valorização dos profissionais da área.