A Associação dos Aposentados e Pensionistas de Ipatinga (AAPI) emitiu um comunicado formal de alerta aos seus associados face à proliferação do chamado “golpe do falso advogado”. O esquema criminoso tem recorrido a dados legítimos de processos em curso, nomes de operadores de direito e elementos de identificação forjados para conferir credibilidade e convencer as vítimas de que dispõem de quantias a receber por via judicial.
O contacto inicial costuma ocorrer através de chamadas telefónicas, mensagens no WhatsApp ou plataformas digitais. O interlocutor apresenta-se como advogado, membro de gabinete jurídico ou representante ligado a instâncias judiciais, notificando o beneficiário sobre a suposta libertação de indemnizações, precatórios ou pensões. A fraude concretiza-se com a exigência de quantias antecipadas — justificadas sob o argumento de custas processuais, emolumentos fiscais, impostos ou honorários — ou mediante a indução a transferências bancárias em nome de terceiros.
Indicadores e sinais de tentativa de fraude
De forma a resguardar a comunidade de reformados e associados, a entidade elenca os principais sinais de risco que caracterizam este tipo de abordagem criminosa:
- Exigência de pagamentos antecipados: Imposição de liquidação de taxas, impostos ou honorários como condicionante indispensável para o levantamento de valores deferidos em juízo.
- Sentimento de urgência induzido: Criação de pressão psicológica imediata, alegando que o montante prescreverá ou será cancelado caso o envio de fundos não se efective de imediato.
- Contas bancárias de titularidades alheias: Instruções para realização de depósitos ou transferências dirigidos a pessoas colectivas ou singulares distintas do patrono legal habitual.
- Contactos provenientes de números não habituais: Chamadas ou mensagens expedidas por linhas telefónicas divergentes dos canais consolidados de atendimento do profissional jurídico.
- Comunicações extemporâneas: Anúncio de créditos judiciais inesperados sem que haja acções pendentes correspondentes ou expectativa prévia de liquidação.
Recomendações de segurança da Assessoria Jurídica
A Assessoria Jurídica da AAPI aconselha expressamente a não efectuação de qualquer pagamento nem o fornecimento de credenciais, códigos de acesso, dados bancários ou documentos pessoais sem a validação do interlocutor. Em situações de recepção deste tipo de abordagens, a indicação é cortar a comunicação de imediato e contactar o advogado responsável através do número já arquivado em histórico particular, abstendo-se de usar os contactos fornecidos pela mensagem suspeita.
O organismo desaconselha ainda o acesso a hiperligações desconhecidas e alerta para a facilidade com que agentes mal-intencionados utilizam certidões públicas e registos acessíveis para construir cenários enganosos, reiterando a necessidade de consulta exclusiva pelos meios oficiais.