Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação teve início no dia 10 de setembro, após aprovação em assembleia no dia 4.
Votação rejeita proposta
Em assembleia virtual realizada na sexta-feira (11), segundo dia da greve nacional, os empregados da Caixa rejeitaram a proposta com 66,80% dos votos contrários, segundo o Sindicato dos Bancários de Brasília. Na base de Belo Horizonte e região, a rejeição foi ainda maior: 79,6% dos votos contrários, 19% favoráveis e 1,4% de abstenções, conforme o Sindicato dos Bancários de BH. Na base de São Paulo, Osasco e região, a proposta foi rejeitada por 68% dos votantes.
A votação teve início às 16h e se estendeu até às 23h. Antes da votação, o Sindicato de Brasília realizou uma plenária híbrida no Setor Bancário Sul para reforçar a disposição de luta da categoria.
Saúde Caixa é o centro da disputa
A proposta do banco segue sem solucionar as principais demandas dos empregados relacionadas ao Saúde Caixa, que é uma das questões centrais da mobilização. A categoria cobra que a Caixa assuma sua responsabilidade no custeio e garanta um plano acessível e solidário, sem penalizar empregados da ativa e aposentados com custos cada vez maiores.
Novo ato em Belo Horizonte
O Sindicato dos Bancários de BH convoca um novo ato para o dia 14 de setembro, em frente à Agência Singular da Caixa, na rua da Bahia, 1.680, em Belo Horizonte, às 10h. A orientação é que os bancários paralisem as atividades, desconectem dos sistemas e suspendam vendas e respostas às demandas de trabalho.
Como fica a greve
Com a rejeição, a greve segue por tempo indeterminado em todo o país. O Sindicato reforça que a adesão de cada bancária e bancário é fundamental para ampliar a pressão por respostas do banco. As informações sobre a mobilização devem ser acompanhadas pelos canais oficiais dos sindicatos da categoria.