O presidente da Câmara de Coronel Fabriciano, vereador Luciano Lugão, defendeu o reforço dos efetivos das polícias Militar e Civil e a transformação da delegacia do município em unidade regional. As demandas foram apresentadas durante uma audiência pública sobre segurança realizada nesta quarta-feira (19), no plenário da Câmara Municipal.
Em entrevista à repórter Tati Souza, Lugão afirmou que a audiência tinha o objetivo de reunir a população e os poderes públicos para discutir os problemas da segurança no município. Segundo ele, a responsabilidade constitucional pela área é do Estado, mas o enfrentamento da violência exige atuação integrada entre Legislativo, Executivo, Judiciário e sociedade.
“Você não faz segurança pública só com a Polícia Militar, só com a Polícia Civil. Você faz segurança pública com todas as esferas”, declarou o presidente da Câmara.
Efetivo policial está entre as cobranças
Durante a entrevista, Lugão afirmou que o 58º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Coronel Fabriciano, trabalha com efetivo abaixo do que seria necessário para a estrutura de um batalhão. Na avaliação dele, o quadro precisa ser ampliado para fortalecer o policiamento ostensivo no município.
O vereador também cobrou o fortalecimento da Polícia Civil e a elevação da delegacia local à condição de Delegacia Regional. Segundo Lugão, parte dos profissionais que deveria atuar em investigações precisa atender demandas administrativas, o que reduz a presença de equipes em campo.
“Nós precisamos aumentar o efetivo. Hoje nós temos aqui um efetivo da Polícia Civil pífio”, afirmou. Ele também disse que a valorização dos policiais deve fazer parte das reivindicações levadas ao Governo de Minas.
Debate vai reunir demandas da população
Lugão afirmou que a população procura os vereadores com frequência para relatar preocupações ligadas à violência. Para ele, a audiência pública será um espaço para organizar essas demandas, identificar gargalos e encaminhar cobranças aos órgãos responsáveis.
O presidente da Câmara destacou ainda que o debate deve abordar crimes contra a vida e o feminicídio. “A Câmara de Fabriciano está cumprindo o seu papel, que é fazer essa audiência pública, discutir e levar aos poderes aquilo que possa buscar solução”, disse.