quarta-feira, 10 de junho de 2026

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CCJ da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos por 44 votos a 18

Portal Educadora

Publicado há 3 horas

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CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos por 44 votos a 18. Proposta segue para comissão especial antes do plenário. Oposição prevê derrota no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a Proposta de Emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. A PEC recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários, após mais de duas horas de intenso debate entre os parlamentares.

Primeiro passo de um longo caminho

O aval da CCJ representa o primeiro passo da tramitação da proposta, que agora seguirá para análise de uma comissão especial antes de ser votada em dois turnos no plenário da Casa. A aprovação ocorreu com base no parecer favorável do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), que concluiu ser a medida juridicamente viável e que não viola as chamadas cláusulas pétreas da Constituição Federal nem tratados internacionais.

Oposição rebate e prevê derrota no STF

A conclusão do relator foi contestada por deputados contrários à proposta. Para eles, os direitos da infância e da juventude são cláusulas pétreas e só poderiam ser alterados por uma nova Constituição — não por emenda à atual.

“Esta é uma cláusula pétrea da Constituição. Só pode ser modificada com uma nova Constituição. E não estamos aqui falando de uma nova Constituição, mas sim de alterar a atual, modificando uma cláusula que não pode ser alterada”, afirmou o deputado Tadeu Veneri (PT-PR).

O parlamentar foi além e previu derrota judicial da proposta caso ela avance no Congresso. “Não podemos iludir a população de que isto vai prosperar. Não vai. Vai chegar no STF e vai parar. E teremos feito um grande debate apenas com cunho eleitoral”, acrescentou Veneri.

Próximos passos

A PEC segue agora para uma comissão especial, onde será analisada antes de ir a plenário. Para ser aprovada definitivamente, precisa de maioria qualificada em dois turnos de votação na Câmara e, depois, no Senado Federal. O debate promete continuar acalorado nas próximas semanas.

Com informações da Agência Brasil

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