terça-feira, 9 de junho de 2026

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DENÚNCIA: vazamento de combustível na BR-381 atinge afluente rio e moradores alertam sobre forte odor e danos ambientais, em Antônio Dias

Portal Educadora

Publicado há 1 hora

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Vazamento de combustível após tombamento de caminhão na BR-381, em Antônio Dias, atinge afluente do rio Piracicaba e preocupa moradores

O tombamento de um caminhão-tanque carregado com cerca de 46 mil litros de combustível, na madrugada desta terça-feira (9), no km 303 da BR-381, em Antônio Dias, revelou um problema que vai além da interdição da rodovia. O vazamento da carga atingiu a drenagem do Córrego do Machado, importante afluente do rio Piracicaba, e passou a preocupar moradores da comunidade da Mangorreira, nas proximidades da Usina Hidrelétrica (UHE) Guilman-Amorim.

Segundo relatos enviados à Rede Educadora, moradores já apresentam sintomas como enjoos e dores de cabeça devido ao forte odor do produto derramado.

Combustível atingiu o Córrego do Machado

O acidente ocorreu no sentido Leste da BR-381, quando o veículo tombou no canteiro central da rodovia. Inicialmente, a concessionária Nova 381 informou a criação de um perímetro de segurança de aproximadamente um quilômetro em razão do risco de explosão.

No entanto, o impacto ambiental já havia sido registrado. Sônia Baumgratz, coordenadora técnica de Meio Ambiente da UHE Guilman-Amorim, confirmou que o combustível alcançou a drenagem do Córrego do Machado.

“O vazamento do produto atingiu a drenagem do Córrego do Machado, que é um afluente do rio Piracicaba”, informou.

Segundo ela, a responsabilidade pelo atendimento da ocorrência é da transportadora, do Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e do Corpo de Bombeiros, responsáveis pela avaliação dos impactos ambientais.

Comunidade cobra assistência

Moradores da Mangorreira demonstram preocupação com a falta de informações e de medidas emergenciais voltadas à população ribeirinha. Questionada sobre a existência de protocolos para atendimento das famílias afetadas, a coordenação da UHE Guilman-Amorim informou que o acidente não foi provocado pela usina.

“O acidente não foi causado pela usina hidrelétrica, portanto não temos que agir legalmente”, respondeu a coordenadora. A usina informou ainda que acompanha a situação dentro da área da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e que poderá colaborar caso seja acionada pela Defesa Civil.

Moradores temem impactos na saúde e na pesca

Além dos sintomas relatados pela população, há preocupação com possíveis danos à fauna aquática e aos peixes utilizados para alimentação por diversas famílias da região.

Até o fechamento desta reportagem, não havia informações sobre eventual distribuição de água potável, atendimento médico específico ou outras medidas direcionadas à comunidade da Mangorreira.

Prefeitura de Antônio Dias acompanha situação

Em contato telefônico com a reportagem, o prefeito de Antônio Dias, Elcinho Ataíde, informou que estava reunido com o departamento jurídico do município e representantes da Defesa Civil para avaliar as providências necessárias.

Segundo o chefe do Executivo, a Copasa também foi acionada e uma nota oficial deverá ser encaminhada à imprensa.

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