Nesta terça-feira, 30 de junho, é celebrado o Dia do Caminhoneiro, data que homenageia os profissionais responsáveis por transportar alimentos, medicamentos, combustíveis e diversos outros produtos que movimentam a economia brasileira. Essenciais para o funcionamento do país, eles convivem diariamente com longas jornadas de trabalho, estradas precárias, insegurança e a distância da família.
Para mostrar a realidade da profissão, a Tati Souza conversou com o caminhoneiro Aucey Alves, morador de Coronel Fabriciano, que há mais de 20 anos vive a rotina das rodovias brasileiras.
Mais de duas décadas nas estradas
A profissão faz parte da história da família de Aucey. Inspirado pelo pai, também caminhoneiro, ele escolheu seguir a mesma trajetória e hoje acumula mais de duas décadas de experiência.
Segundo ele, a categoria exerce um papel indispensável para o desenvolvimento do país. “Essa classe de trabalhadores leva o progresso para o nosso Brasil. É uma profissão querida que leva o sustento do nosso país.”
Distância da família e falta de estrutura
Apesar do orgulho pela profissão, Aucey destaca que a rotina é marcada por dificuldades. Entre elas estão o tempo longe da família, o risco constante de acidentes e assaltos, além da falta de estrutura para descanso durante as viagens.
Outro problema apontado pelo caminhoneiro é a forma como muitos profissionais são tratados durante o carregamento e descarregamento das cargas. “Tem hora que você chega e não é bem tratado, demora a descarregar, demora a carregar. Muito lugar não trata a gente bem. Tem um certo preconceito — não sei por quê — sendo que é uma classe tão trabalhadora.”
Ele também critica a falta de locais adequados para parada e descanso dos motoristas. “Exige muito da gente cumprir horário, mas muitos lugares não têm nem onde estacionar, parar ou descansar. Conforme o posto, você tem que pagar uma diária só para ficar lá.”
O medo de quem vive nas rodovias
Ao longo dos anos, Aucey presenciou acidentes e perdeu colegas de profissão. Para ele, um dos maiores receios de quem trabalha nas estradas é não conseguir voltar para casa. “O que eu não quero pra mim e também não quero pro outro é a gente morrer longe de casa, sozinho, num acidente na pista.”
Um apelo por mais valorização
No Dia do Caminhoneiro, Aucey aproveitou para fazer um apelo às autoridades e à sociedade para que a categoria receba mais reconhecimento. “O Brasil tem que melhorar muito e valorizar mais a nossa classe. Deus abençoe cada um e continue levando o progresso do nosso Brasil.”
A data serve como homenagem aos milhares de profissionais que, diariamente, percorrem as rodovias brasileiras para garantir o abastecimento das cidades e manter a economia em funcionamento, muitas vezes enfrentando condições adversas e longe de suas famílias.