quarta-feira, 24 de junho de 2026

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Dom Marco Aurélio receberá o Pálio das mãos do Papa Leão XIV no Vaticano no dia 29 de junho

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Publicado há 2 horas

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Dom Marco Aurélio Gubiotti, Arcebispo de Juiz de Fora e figura conhecida na Diocese de Itabira-Fabriciano, receberá o Pálio do Papa Leão XIV no Vaticano no dia 29 de junho

Na próxima segunda-feira (29), o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio Gubiotti, receberá das mãos do Papa Leão XIV o Pálio, uma das mais importantes insígnias do ministério episcopal. A cerimônia acontecerá na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Antes de sua nomeação para a Arquidiocese de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio foi bispo da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, servindo à região do Vale do Aço de 2013 até o início de 2026.

O Pálio é concedido pelo Papa aos arcebispos metropolitanos como sinal de comunhão com a Sé de Roma e de sua missão pastoral junto ao povo de Deus. Confeccionado em lã branca com cruzes negras, ele é colocado sobre os ombros do arcebispo e evoca a imagem de Cristo, o Bom Pastor, que carrega nos ombros a ovelha encontrada.

Ao final da Missa celebrada no último domingo (21), na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, Dom Marco explicou aos fiéis o significado espiritual da insígnia. “É um sinal muito bonito que os arcebispos recebem. É uma tira branca que cai sobre os ombros e é usada nas cerimônias mais solenes”, destacou.

O arcebispo recordou ainda que o Pálio é confeccionado com a lã de cordeiros especialmente abençoados. Após sua confecção, os pálios permanecem junto ao túmulo do Apóstolo São Pedro, na Basílica Vaticana, antes de serem entregues pelo Santo Padre. “O sentido espiritual é belíssimo, porque essa lã de ovelha simboliza o rebanho que o Senhor confia ao pastor de uma Igreja arquidiocesana”, explicou.

Dom Marco levará a Arquidiocese no coração

Em momento de emoção, o arcebispo afirmou que levará consigo toda a Arquidiocese de Juiz de Fora durante a celebração em Roma. “Levo para o altar da Basílica de São Pedro, para o túmulo de São Pedro, vocês na minha mente, no meu coração e em minhas orações. Vocês estarão muito presentes lá diante do Santo Padre”, disse.

Dom Marco pediu ainda as orações dos fiéis para que o Pálio não seja apenas um símbolo. “Peço que rezem por mim para que essa insígnia não seja apenas um símbolo, mas que ela possa ir se tornando cada vez mais uma realidade no meu ministério, para que eu possa realmente trazê-los nos ombros e no peito e assim cumprir bem a missão que o Senhor me confiou.”

O que é o Pálio?

O Pálio é uma insígnia litúrgica concedida pelo Papa aos arcebispos metropolitanos como sinal de comunhão com a Sé de Roma e de sua missão pastoral junto ao povo de Deus. A tradição de sua confecção é marcada por um profundo simbolismo. A lã utilizada provém de cordeiros criados pelos monges da Abadia de Tre Fontane, em Roma.

Todos os anos, os animais são abençoados na memória de Santa Inês, celebrada em 21 de janeiro. Em seguida, a lã é entregue às religiosas beneditinas do Convento de Santa Cecília, em Trastevere, que confeccionam manualmente os pálios destinados aos novos arcebispos metropolitanos.

Antes de serem entregues pelo Santo Padre, os pálios são colocados junto ao túmulo de São Pedro, na Basílica Vaticana, gesto que reforça sua ligação com o Apóstolo e com a missão confiada por Cristo à Igreja.

Em sua forma atual, o Pálio é uma estreita faixa de lã branca adornada com cruzes negras. Mais do que um ornamento litúrgico, ele representa a responsabilidade do arcebispo de conduzir, proteger e servir o rebanho que lhe foi confiado, mantendo-se em plena comunhão com o Sucessor de Pedro e com toda a Igreja Católica.

Com informações da Arquidiocese de Juiz de Fora

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