quinta-feira, 30 de abril de 2026

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Erro em encomenda revela tentativa de entrada de medicamento ilegal em presídio de Ipatinga

Portal Educadora

Publicado há 3 meses

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Um detento do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Ipatinga, no bairro Veneza, foi preso na tarde desta segunda-feira (26/01) após tentar receber uma encomenda contendo medicamento de origem estrangeira, sem autorização para comercialização no Brasil.

Segundo informações da Polícia Militar, a corporação foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) após a direção da unidade prisional identificar uma inconsistência no destinatário de uma encomenda recebida no local. Durante a conferência, foi constatado que o pacote não correspondia ao nome indicado, sendo o real destinatário um detento custodiado na unidade.

Produto ilegal e sem fiscalização sanitária

Durante a averiguação, os agentes constataram que a encomenda continha um produto terapêutico de origem estrangeira, não fiscalizado e não comercializado legalmente no Brasil, o conhecido Monjauro. A mercadoria já havia sido aberta por servidores da unidade prisional, conforme os procedimentos de segurança padrão.

O material apreendido consistia em caixas contendo ampolas de uma substância conhecida popularmente por seu uso para emagrecimento. De acordo com informações apuradas, o produto seria o Mounjaro, medicamento cuja importação e comercialização irregular configuram crime.

Prisão em flagrante e encaminhamento à Polícia Civil

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao detento responsável pela encomenda, pelo crime de falsificação, corrupção ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Após ser informado de seus direitos constitucionais, o suspeito optou por permanecer em silêncio. Ele foi encaminhado inicialmente ao ponto de registro policial para a confecção da ocorrência e, em seguida, conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as demais providências legais.

Medicamentos ilegais representam risco à saúde

A Polícia Militar reforça que a entrada de medicamentos sem registro da Anvisa representa um sério risco à saúde pública, especialmente quando se trata de produtos injetáveis, como ampolas, que podem causar efeitos adversos graves. O caso segue sob investigação.

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