AO VIVO 91.7 FM

Fé, amor e esperança marcam o tocar do sino de paciente da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha

Portal Educadora

Publicado há 1 hora

COMPARTILHAR

WhatsApp
Facebook
Email
Paciente Laura Abrantes conclui etapa de quimioterapia na Unidade de Oncologia do HMC e é surpreendida com celebração emocionante ao tocar o sino da vitória

Na luta contra o câncer, histórias de fé, amor e superação mostram que a esperança pode florescer mesmo nos momentos mais delicados. Na Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha (HMC), uma dessas histórias emocionou pacientes, profissionais de saúde e familiares, transformando o encerramento de uma etapa do tratamento em uma verdadeira celebração da vida.

Após meses de tratamento, consultas, exames e sessões de quimioterapia, a paciente Laura Abrantes viveu um dos momentos mais aguardados de sua jornada: o toque do sino, símbolo que representa a conclusão de uma importante etapa na luta contra o câncer.

Após realizar sua última consulta com o Dr. Luciano Viana, antes de tocar o sino, Laura foi surpreendida por amigos, familiares, vizinhos, companheiras da igreja, profissionais da equipe de enfermagem e pelos médicos que acompanharam sua trajetória. Flores, balões e abraços tomaram conta do ambiente, além da música que tornou aquele instante ainda mais especial.

Em um gesto carregado de carinho e fé, os presentes entoaram o louvor “Terra Seca”, do grupo Fraternidade João Paulo II. Os versos “E o meu coração deseja Te encontrar, como a terra seca anseia pela chuva. Vem me saciar, pois eu descobri, que aqui é o meu lugar…” ecoaram pelos corredores da unidade e tocaram profundamente todos que acompanhavam a homenagem. Entre lágrimas, sorrisos e olhares emocionados, a canção se transformou em uma oração de gratidão pela vida e pela vitória conquistada até ali.

“Neste dia eu fui à consulta com a intenção de bater o sino, pois foquei nisso desde a primeira quimioterapia. Mas quando saí do consultório e vi tantas pessoas queridas com quem compartilhei minhas angústias e vitórias, me emocionei demais. Todos que estavam ali fizeram parte do processo de alguma forma. Senti que encerrei o processo com chave de ouro”, relembra Laura.

Acolhimento desde o primeiro dia

A caminhada, segundo ela, foi marcada não apenas pelo tratamento médico, mas também pelo acolhimento recebido desde o primeiro dia. “Quando cheguei à Unidade de Oncologia do HMC, não sabia ao certo o que me esperava. Só pensava que faria tudo o que fosse necessário para ser curada. Logo nos guichês fui atendida com um olhar de empatia. Na triagem, as profissionais me receberam com sorriso no rosto e simpatia. O atendimento médico nem se fala. Dr. Luciano Viana e Dra. Cláudia Cardoso foram sensacionais em acolhimento e escuta. As infusões e a quimioterapia correram tranquilamente, sempre com o carinho, cuidado, atenção e paciência da equipe de enfermagem”, conta.

Celebração seguiu até a capela do bairro

Após o tão esperado toque do sino, a celebração ganhou novos contornos. Em carreata, Laura, familiares e amigos seguiram até a Capela do bairro Castelo, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, onde o Santíssimo Sacramento estava exposto para adoração. Diante do altar, o grupo participou de um momento de oração conduzido pelo padre Ronaldo Tôrre, agradecendo a etapa vencida e renovando a confiança para os próximos passos do acompanhamento médico.

“O tocar do sino não é apenas um gesto simbólico, mas a proclamação de uma vitória marcada pela coragem, pela perseverança e pela fé. O fim dessa etapa da quimioterapia evidencia que, mesmo em meio às dores, aos medos e às incertezas, Deus esteve sempre presente, sustentando e renovando as forças nos momentos mais difíceis. Que essa mesma alegria, celebrada no toque do sino, possa alcançar muitas outras pessoas”, celebra o padre Ronaldo Tôrre, que também é capelão do Hospital Márcio Cunha.

Para Laura, o apoio recebido durante todo o processo foi fundamental para enfrentar os desafios da doença. “Acredito que ações como essa alimentam a alma e nos dão forças para continuar a caminhada, porque depois do sino vêm os exames de acompanhamento. Comemorar que vencemos essa etapa das quimios é maravilhoso. Só o paciente oncológico sabe o quanto é difícil passar por tudo isso e sair vitorioso. Só tenho a agradecer”, exalta a paciente.

Mais do que marcar o fim de um ciclo de tratamento, a história de Laura é um testemunho de que a cura também passa pelo amor, pela fé, pela acolhida e pela presença daqueles que caminham ao lado nos momentos mais difíceis.

Recentes