terça-feira, 27 de outubro de 2026

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Flávio Bolsonaro não reconhece derrota para Lula e anuncia que vai pedir anulação das eleições

Portal Educadora

Publicado há 20 horas

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Flávio Bolsonaro não reconhece a derrota para Lula e anuncia que vai pedir a anulação das eleições, contestando a prorrogação do horário de votação

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, anunciou na noite deste domingo (25) que não vai reconhecer o resultado das urnas, apesar da diferença de mais de 4,4 milhões de votos a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato afirmou que acionará o departamento jurídico para pedir a anulação do pleito.

A justificativa apresentada por Flávio é a prorrogação do horário de votação, decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que atendeu a um pedido de ambas as candidaturas — incluindo a da campanha do próprio senador.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que essa regra tenha mudado em cima do jogo”, afirmou Flávio em comunicado à imprensa, ao lado de aliados, na frente de seu QG de campanha, em Brasília.

Para o senador, os acontecimentos do segundo turno foram “inaceitáveis”. “Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada, a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral [TSE], atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse. Flávio deixou o local sem responder às perguntas e sem mencionar os mais de 59 milhões de votos que recebeu.

Entenda a prorrogação do horário

Zanin determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h, em caráter de urgência, considerando graves os relatos de dificuldades no transporte de eleitores, especialmente em cidades da Bahia e em São Paulo. A decisão, anunciada próximo das 17h, inicialmente estabeleceu a extensão do prazo em todas as seções eleitorais.

Após o TSE informar que diversas urnas já haviam sido fechadas, o ministro esclareceu que a prorrogação deveria ser aplicada somente às seções que ainda estavam abertas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais a manterem essas seções em funcionamento até as 19h, enquanto os votos registrados nas urnas já encerradas seriam computados normalmente.

Vale lembrar que, na tarde de domingo, a equipe de Flávio Bolsonaro também pediu ao TSE a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

TSE e PGR reafirmam segurança do processo

Logo após o resultado, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, também reconheceu o processo eleitoral. “A democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer seu direito de escolha de forma livre. O respeito à vontade manifestada nas urnas fortalece as instituições democráticas e garante legitimidade à representação política”, afirmou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que “não há o que se contestar” e que “a vitória, em primeiro plano, foi da democracia”. Flávio ainda afirmou que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração, mas foi desmentido pelo TSE, que informou que o local não é aberto à visitação e que os fiscais acompanharam a totalização em área destinada à fiscalização.

Virada histórica de Lula

Em uma eleição acirrada, Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República e conquistou seu quarto mandato. A confirmação da vitória foi feita pelo sistema do TSE às 21h08, quando 97% das urnas já haviam sido apuradas. Naquele momento, Lula tinha 51,74% dos votos, contra 48,26% de Flávio.

O petista, que completa 81 anos nesta terça-feira (27), se tornou o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular. A virada veio após ele ter ficado em segundo lugar no primeiro turno, com 47% a 45% dos votos válidos para Flávio, e foi marcada por forte mobilização nas ruas e nas redes sociais.

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