O segundo dia de greve dos servidores municipais de Coronel Fabriciano foi marcado pela ampliação dos protestos e pela ausência de avanços nas negociações com a Prefeitura. Na manhã desta terça-feira (9), os trabalhadores se concentraram novamente em frente ao prédio do Executivo e realizaram uma caminhada pelas ruas do Centro da cidade, reforçando a cobrança por melhores condições e pela retomada do diálogo com a administração.
Durante a mobilização, servidores relataram à reportagem da Rádio Educadora problemas relacionados à segurança do protesto. Segundo os manifestantes, uma motociclista chegou a esbarrar em participantes da passeata. Ainda de acordo com os trabalhadores, a presença policial teria sido solicitada, mas não foi garantida durante todo o trajeto.
Sindicato afirma que prefeito permanece em silêncio
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Coronel Fabriciano (Sintmcelf), Silene Vaz, afirmou que, até o momento, não houve qualquer retorno por parte do Executivo. “Infelizmente, até o momento, o município, através de seu prefeito, continua em silêncio”, declarou.
Segundo a dirigente sindical, a categoria aguarda a convocação de uma reunião para a apresentação de uma nova proposta. “Nós precisamos que o prefeito convoque uma reunião com o sindicato para negociarmos, para voltarmos a dialogar e nos apresentar uma nova contraproposta para que a gente possa fazer uma assembleia e apresentar para os servidores”, afirmou.
Silene reforçou que, enquanto não houver uma nova manifestação oficial da Prefeitura, a paralisação será mantida. “Enquanto não for recebida, a greve continua”, garantiu.
De acordo com o sindicato, os atos seguirão sendo realizados diariamente, das 7h às 17h, em frente à sede da Prefeitura.
Servidores avaliam que movimento tende a crescer
Para os trabalhadores que aderiram à paralisação, a falta de diálogo tem gerado frustração. César, servidor da Secretaria Municipal de Educação, afirmou que a categoria continua aberta às negociações. “Infelizmente, o prefeito se recusa a dialogar, parece que não reconhece os nossos direitos. É lamentável, a gente só tem o que fazer, a única coisa que nos resta é protestar”, disse.
Ele também lamentou os impactos da greve para a população. “A educação perde, a saúde perde, a cidade perde com tudo isso”, ressaltou.
Apesar do impasse, o servidor acredita que a adesão ao movimento deve aumentar. “O movimento cresceu e tende a crescer cada vez mais com essa caminhada, que a meu ver se mostra expressiva. A tendência é que mais servidores venham a aderir à greve e, com isso, o movimento só se fortalece”, afirmou.
Relembre o caso
A greve dos servidores municipais de Coronel Fabriciano teve início após uma série de tentativas frustradas de negociação salarial e de reivindicações relacionadas às condições de trabalho. Representada pelo Sintmcelf, a categoria afirma que as propostas apresentadas pela administração municipal não atenderam às expectativas dos trabalhadores. Diante do impasse, os servidores aprovaram a paralisação em assembleia.
Desde o primeiro dia do movimento, os trabalhadores têm se concentrado em frente à Prefeitura para pressionar por um acordo. A greve afeta diretamente serviços públicos essenciais, como a educação e parte dos atendimentos na saúde. O sindicato afirma que continua aberto ao diálogo, desde que haja uma nova proposta por parte do Executivo.