A trajetória da jovem atleta Esther Andrade, de apenas 19 anos, acaba de dar um salto histórico. Natural de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, Esther foi oficialmente contratada pelo Maringá Handebol, do Paraná. A equipe integra o top 3 do handebol brasileiro e é comandada pelo mesmo técnico da Seleção Brasileira Júnior.
Com apenas quatro anos de experiência no handebol, Esther já se destaca em nível nacional. Esse resultado vem de um talento precoce, aliado a uma formação esportiva ampla. Antes de se firmar no handebol, ela praticou ginástica, jiu-jitsu, futsal, vôlei e atletismo. Essa diversidade contribuiu para seu elevado nível de preparação física, coordenação e leitura de jogo.
Esther iniciou sua trajetória no Hand 7 Ipatinga aos 15 anos. Desde então, construiu uma ascensão rápida e consistente no handebol nacional. Suas principais conquistas incluem:
•Campeã Mineira em 2024
•3º lugar no Campeonato Mineiro de 2025
•3º lugar no Campeonato Brasileiro de 2025
•4º lugar no JUBs (Campeonato Brasileiro Universitário) em 2025
Graças a esses resultados, Esther foi convocada para a Seleção Mineira em 2023 e 2024. No ano passado, foi contratada pelo Clube Capixaba de Handebol, onde atuou por 10 meses.
Um salto na carreira
A contratação pelo Maringá representa um salto de estrutura, visibilidade e profissionalização. Diferentemente da realidade em Minas Gerais, onde há poucas equipes federadas e menor estrutura, o Maringá oferece uma organização de padrão mais elevado. O clube paranaense participa de competições nacionais e internacionais e oferece suporte completo ao atleta.
Além disso, Esther passa a contar com uma bolsa-atleta vinculada à faculdade. Isso permitirá que ela inicie o curso de Fisioterapia, unindo a formação acadêmica à carreira esportiva de alto rendimento.
“Estar em um dos maiores clubes do país, com o técnico da Seleção Júnior, me coloca mais perto desse sonho. É onde eu posso evoluir tecnicamente, ganhar visibilidade e competir no mais alto nível”, afirma a atleta, que sonha em chegar à Seleção Brasileira e disputar os Jogos Olímpicos.
O desafio de vencer fora de casa
A história da jovem de Coronel Fabriciano simboliza uma realidade comum a muitos talentos do interior de Minas Gerais. Atletas de alto nível que precisam buscar oportunidades fora do estado para alcançar o patamar profissional. “Minas forma atletas muito bons, mas ainda carece de mais equipes, campeonatos estruturados e profissionalização. Por isso, oportunidades como essa são fundamentais”, destaca Esther.
Agora no Paraná, vestindo a camisa de um dos clubes mais fortes do Brasil, Esther Andrade leva consigo não apenas seu talento, mas também o nome do Vale do Aço. Ela se torna uma das principais promessas da nova geração do handebol brasileiro.