sexta-feira, 24 de abril de 2026

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MPMG denuncia prefeito de Guanhães por ameaça e violência contra ex-mulher

Portal Educadora

Publicado há 3 horas

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Prefeito de Guanhães é preso em investigação por violência doméstica, diz Polícia Civil — Foto Prefeitura de Guanhães

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou formalmente o prefeito de Guanhães por uma série de crimes graves contra a sua ex-esposa. A denúncia, apresentada pela Procuradoria de Justiça Especializada, abrange ameaça qualificada, perseguição, violência psicológica e posse ilegal de arma de fogo. Atualmente, o político permanece em prisão preventiva desde o dia 1º de abril.

As investigações revelam que o agressor não aceitou o fim do relacionamento de 13 anos. Nesse sentido, o prefeito passou a proferir ameaças de morte e a monitorar os passos da vítima de forma constante. Além disso, o denunciado teria enviado fotos de armas de fogo para a ex-companheira por aplicativos de mensagens, afirmando que ela “não seria de mais ninguém”.

Perseguição com drones e uso de recursos públicos

De acordo com o MPMG, o prefeito utilizou drones e até funcionários públicos municipais para vigiar a rotina da ex-esposa. Essa prática restringiu severamente a liberdade e a privacidade da mulher, o que configura o crime de perseguição qualificada. Ainda mais grave, testemunhas relataram que o agressor mencionou a intenção de contratar terceiros para “sumir” com a vítima e com o seu atual companheiro.

A violência psicológica também marcou o período após a separação dos corpos. Durante a campanha eleitoral de 2024, o prefeito pressionou a ex-mulher para manter uma aparência pública de união estável, visando garantir o apoio de grupos religiosos.

Posteriormente, o político chegou a expor publicamente abusos sofridos pela vítima durante a infância como uma estratégia cruel para desqualificá-la perante a opinião pública.

Manutenção da prisão e novas frentes de investigação

Por fim, o Ministério Público solicitou que o Tribunal de Justiça mantenha a prisão preventiva do prefeito. A promotoria argumenta que o denunciado demonstra periculosidade concreta e inclinação para manipular provas ou coagir testemunhas. Portanto, a permanência no sistema prisional é considerada vital para garantir a segurança da vítima e a aplicação da lei penal.

Paralelamente, as autoridades investigam outros possíveis crimes ligados à administração municipal. Entre as suspeitas que o MPMG pretende apurar estão:

• Tentativa de feminicídio;
• Prática de “rachadinha” no gabinete;
• Abuso de autoridade;
• Uso indevido de bens e serviços custeados pelo município.

Dessa forma, o caso segue sob análise do Poder Judiciário, que deve decidir sobre a abertura da ação penal nos próximos dias.

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