No mês marcado pela campanha Novembro Azul, voltada à conscientização sobre a saúde do homem e ao diagnóstico precoce do câncer de próstata, a adoção de hábitos saudáveis ganha destaque como estratégia fundamental de prevenção e reabilitação. Entre as recomendações dos profissionais de saúde, a prática regular de exercícios físicos desponta como aliada relevante tanto para diminuir riscos quanto para atenuar os efeitos colaterais de procedimentos oncológicos.
Considerado um dos tumores mais comuns e expressivas causas de mortalidade na população masculina, o câncer de próstata exige exames preventivos periódicos para assegurar altas taxas de cura. No entanto, pesquisas indicam que homens fisicamente ativos tendem a apresentar menor incidência de variações agressivas do tumor e índices mais favoráveis de sobrevida quando comparados a pessoas com perfil sedentário.
Benefícios clínicos durante a fase terapêutica
Para quem já se encontra em acompanhamento ou tratamento contra a doença, a inclusão do treino atua como suporte complementar indispensável. Conforme explica o profissional de Educação Física Luiz Fernando Lukas, especialista em Musculação e Treinamento de Força, o estímulo corporal frequente auxilia no combate à fadiga crônica gerada pelas terapias, na regulação do sono e do apetite, além de preservar a capacidade cardiorrespiratória e a força muscular.
“O diagnóstico com frequência desperta ansiedade, insegurança e manifestações depressivas que se estendem ao longo da recuperação. A atividade física atua diretamente no equilíbrio emocional e na sensação de bem-estar, facilitando a retomada da rotina e da convivência social”, ressalta Lukas.
Adaptação e orientação profissional
A introdução aos exercícios deve ocorrer de forma progressiva e personalizada, sobretudo entre idosos, sedentários ou pacientes em momentos de maior debilidade decorrentes da medicação ou radioterapia. A intensidade, o volume e a modalidade exigem adequação rigorosa ao quadro clínico do paciente.
A recomendação é que todo o planejamento seja estruturado em alinhamento direto entre o médico oncologista e um profissional de Educação Física habilitado, garantindo uma rotina segura e ajustada a cada etapa do tratamento.