quarta-feira, 27 de maio de 2026

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Parque Estadual do Rio Doce lança guia de trilhas e abre novas oportunidades para o turismo no Vale do Aço

Portal Educadora

Publicado há 7 horas

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IEF lança Guia de Trilhas do Parque Estadual do Rio Doce com roteiros para todos os perfis, informações de segurança e dificuldade. Confira as opções no Vale do Aço

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) lançou o novo Guia de Trilhas do Parque Estadual do Rio Doce (Perd), uma das mais importantes unidades de conservação de Minas Gerais. O material traz informações detalhadas sobre percursos, níveis de dificuldade, tempo estimado de caminhada, regras de visitação e orientações de segurança. A iniciativa fortalece o turismo de natureza na maior reserva contínua de Mata Atlântica do estado — e um dos destinos ecológicos mais relevantes do Vale do Aço.

O que traz o guia

O material reúne trilhas autoguiadas e roteiros que exigem acompanhamento de condutores credenciados. A classificação dos percursos segue os critérios da norma ABNT NBR 15505:2019, referência nacional para atividades de caminhada em ambientes naturais. A metodologia considera severidade do meio, orientação do percurso, condições do terreno e intensidade do esforço físico — o que ajuda o visitante a escolher a trilha mais adequada ao seu preparo físico e experiência.

Trilhas para todos os perfis

O guia apresenta opções variadas. Entre os percursos de livre acesso está a Trilha do Vinhático, com 1,3 quilômetro, que atravessa áreas de Mata Atlântica em regeneração e permite observar diferentes estágios de recuperação florestal após incêndios registrados na década de 1960.

Outra opção é a Trilha do Angico Vermelho, com 1,45 quilômetro, adaptada também para ciclistas, passando por áreas preservadas próximas à Lagoa Dom Helvécio.

Para famílias com crianças, o guia destaca a Trilha das Crianças, com apenas 182 metros e placas interpretativas sobre fauna e meio ambiente. Já a Trilha do Pescador combina caminhada e lazer às margens da Lagoa Dom Helvécio, com pontos destinados à pesca recreativa de espécies exóticas — contribuindo para o manejo ambiental dessas populações.

Entre os roteiros com acesso controlado está a Trilha da Carioca, voltada para observação da fauna, birdwatching e educação ambiental, permitida apenas com condutores credenciados. A Trilha Porto Capim também exige acompanhamento especializado e leva os visitantes a áreas preservadas da Mata Atlântica e espaços usados para pesquisa científica.

Conservação e geração de renda

Segundo o gerente do parque, Vinícius Moreira, a iniciativa busca incentivar o uso público de forma ordenada e sustentável. “O turismo bem planejado se torna uma importante ferramenta de conservação, além de promover geração de renda, ecoturismo e conscientização ambiental”, destacou.

O Parque abriga mais de 40 lagoas em seu território e recebeu o título de Sítio Ramsar — um reconhecimento internacional concedido a apenas 27 áreas no Brasil como Áreas Úmidas de Importância Internacional. O parque oferece ainda passeios de barco, pedalinho, área de banho e camping, com infraestrutura que inclui centro de visitantes, restaurante e mirante.

A lista de condutores credenciados pode ser consultada clicando aqui.

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