O clima entre os servidores públicos municipais e a Prefeitura de Coronel Fabriciano continua tenso após a rejeição da contraproposta apresentada pelo Executivo durante assembleia realizada na última segunda-feira (25).
Na ocasião, os servidores recusaram a proposta de reajuste salarial de 1,4% e o aumento de apenas R$ 20 no vale-alimentação. Segundo o sindicato que representa a categoria, grande parte das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores também teria sido negada pela administração municipal.
Categoria pode iniciar greve
Diante do impasse nas negociações, os servidores informaram que poderão encerrar o atual estado de greve e iniciar uma greve oficial caso uma nova contraproposta não seja apresentada e aceita pela categoria.
O cenário aumentou ainda mais a tensão entre os trabalhadores e o Executivo Municipal.
Rumores sobre fim das negociações aumentam preocupação
Nos bastidores, circulam informações de que a Prefeitura já teria sinalizado que não pretende reabrir as negociações com os servidores.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte da administração municipal sobre a possibilidade de retomada das conversas.
Nova assembleia ocorre na Câmara Municipal
Uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira, dia 1º de junho, na Câmara Municipal de Coronel Fabriciano, às 18h.
O encontro será aberto ao público e deverá definir os próximos passos do movimento dos servidores municipais.
A expectativa é de que a reunião tenha forte participação da categoria diante do clima de insatisfação e da possibilidade de paralisação oficial dos serviços públicos municipais.
Assembleia anterior terminou em clima de confusão
A assembleia realizada na última segunda-feira (25), que terminou com a rejeição da proposta da Prefeitura, também foi marcada por momentos de tensão e confusão entre os participantes. Após a votação, houve protestos e o clima ficou acalorado entre servidores presentes no encontro.
Durante a confusão, ocorreu um bate-boca envolvendo o secretário do sindicato e uma servidora. O homem precisou ser contido por pessoas que estavam no local. Em meio ao tumulto, a presidente do sindicato deixou a assembleia às pressas, acompanhada do marido, sem falar com a imprensa presente.