segunda-feira, 21 de setembro de 2026

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Setembro Verde: saiba como registrar a intenção de doar órgãos pela internet, em cartórios

Portal Educadora

Publicado há 1 hora

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Mais de 32 mil brasileiros já registraram a intenção de doar órgãos pela Aedo, procedimento gratuito e on-line em cartórios

Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024. O tema ganha destaque durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante.

Como fazer o registro

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o registro.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar a identidade e o desejo de doar. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento, sem necessidade de comparecer presencialmente ao cartório.

Números da Aedo pelo país

Os Cartórios de Notas registram 32.587 solicitações de Aedo no país: foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. A queda pode ser atribuída à redução de campanhas de divulgação da iniciativa.

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra pedidos em todas as unidades da Federação.

Demanda por transplantes segue alta

Dados do Ministério da Saúde divulgados neste mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim. Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) — número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Conversa com a família é decisiva

Um dos principais desafios é a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora. Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, motivada, entre outros fatores, pelo desconhecimento da vontade do potencial doador e por dúvidas sobre o procedimento.

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF. No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data que estimula a discussão sobre o tema e incentiva as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

Com informações da Agência Brasil

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