A Usiminas desenvolveu uma solução de Inteligência Artificial para apoiar a produção de aço galvanizado na linha CGL2 da Unigal. Implantada em março deste ano, a tecnologia busca tornar mais precisas as decisões durante as transições entre diferentes tipos de materiais, equilibrando produtividade e qualidade.
A linha é responsável pela produção de aço galvanizado por imersão a quente, também conhecido pela sigla HDG, utilizado principalmente pela indústria automotiva.
Como a tecnologia funciona
Na CGL2, as tiras de aço passam continuamente por um forno. Quando há mudança de um tipo de aço para outro, a velocidade da linha precisa ser ajustada para que a temperatura permaneça dentro dos parâmetros exigidos para cada material.
Antes da implantação da ferramenta, a definição da velocidade dependia principalmente da experiência dos profissionais da operação. Agora, o sistema analisa dados do material que está sendo produzido e do material seguinte, avalia diferentes possibilidades e indica a velocidade mais adequada para a transição.
Segundo Leonardo Rocha Gomes, analista de Processos da Unigal, a solução já trouxe maior precisão às decisões. “Hoje temos um controle mais refinado das transições de materiais e já percebemos uma redução significativa nos defeitos relacionados a desvios de temperatura”, afirmou.
Desenvolvimento interno e pedido de patente
A solução foi desenvolvida integralmente pela Usiminas a partir de uma necessidade identificada na própria operação. O projeto teve o pedido de patente depositado e será apresentado na ABM Week, evento técnico e científico das áreas de metalurgia, materiais e mineração, realizado em setembro.
Para Richardson Ramos Pacó, gerente de Novas Tecnologias de Automação da Usiminas, o projeto mostra como a tecnologia pode atuar junto ao conhecimento das equipes. “Esse projeto mostra como a Inteligência Artificial pode ser uma alavanca de resultados no chão de fábrica”, destacou.
Expansão para outras áreas
A empresa informou que a tecnologia também será implantada na linha CGL1. A Usiminas avalia ainda novas possibilidades de aplicação da solução em outras áreas da companhia.
“Conseguimos avançar simultaneamente em produtividade e qualidade. É um exemplo do valor de desenvolver tecnologias a partir das necessidades reais da operação”, afirmou Arthur Souza, gerente-geral da Unigal.