sexta-feira, 3 de julho de 2026

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97% das indústrias preveem impactos com possível redução da jornada de trabalho, aponta CNI

Portal Educadora

Publicado há 6 horas

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Levantamento da CNI mostra que 97% das indústrias preveem impactos com a redução da jornada de trabalho

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 97% das indústrias brasileiras acreditam que serão impactadas por uma eventual redução da jornada semanal de trabalho e pelo fim da escala 6×1. O levantamento também mostra que 73% das empresas são contrárias à adoção da medida por meio de lei.

A sondagem foi realizada entre os dias 2 e 11 de março de 2026 com 1.366 empresas das indústrias extrativa e de transformação e 298 empresas da construção, de pequeno, médio e grande porte. Segundo a CNI, atualmente 85% das indústrias adotam jornada semanal de 44 horas para trabalhadores diretamente ligados à produção, enquanto 12% operam com jornadas entre 40 e 44 horas.

Empresas apontam aumento de custos e perda de competitividade

Entre as principais preocupações manifestadas pelos empresários estão o aumento dos custos operacionais, a perda de competitividade e a redução da produção.

A pesquisa indica ainda que 46% das empresas afirmam que poderiam rever seus planos de investimento e expansão caso a mudança seja aprovada. O impacto tende a ser ainda maior entre as pequenas indústrias, onde 56% dizem que alterariam seus projetos diante do aumento das despesas.

Reação das empresas

Questionadas sobre como pretendem enfrentar os impactos da eventual redução da jornada, as indústrias responderam que:

  • 51% pretendem repassar parte dos custos aos consumidores;
  • 41% investiriam em automação;
  • 34% reduziriam reajustes salariais ou promoções;
  • 7% considerariam transferir operações para outros países.

Debate continua no Congresso

A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 seguem em discussão no Congresso Nacional. Enquanto entidades empresariais defendem que a mudança pode reduzir investimentos e elevar custos, outros estudos apresentados durante o debate apontam possíveis ganhos em qualidade de vida, geração de empregos e produtividade, mostrando que ainda não há consenso sobre os efeitos da medida na economia brasileira.

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