Erro em encomenda revela tentativa de entrada de medicamento ilegal em presídio de Ipatinga

Um detento do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Ipatinga, no bairro Veneza, foi preso na tarde desta segunda-feira (26/01) após tentar receber uma encomenda contendo medicamento de origem estrangeira, sem autorização para comercialização no Brasil.

Segundo informações da Polícia Militar, a corporação foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) após a direção da unidade prisional identificar uma inconsistência no destinatário de uma encomenda recebida no local. Durante a conferência, foi constatado que o pacote não correspondia ao nome indicado, sendo o real destinatário um detento custodiado na unidade.

Produto ilegal e sem fiscalização sanitária

Durante a averiguação, os agentes constataram que a encomenda continha um produto terapêutico de origem estrangeira, não fiscalizado e não comercializado legalmente no Brasil, o conhecido Monjauro. A mercadoria já havia sido aberta por servidores da unidade prisional, conforme os procedimentos de segurança padrão.

O material apreendido consistia em caixas contendo ampolas de uma substância conhecida popularmente por seu uso para emagrecimento. De acordo com informações apuradas, o produto seria o Mounjaro, medicamento cuja importação e comercialização irregular configuram crime.

Prisão em flagrante e encaminhamento à Polícia Civil

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao detento responsável pela encomenda, pelo crime de falsificação, corrupção ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Após ser informado de seus direitos constitucionais, o suspeito optou por permanecer em silêncio. Ele foi encaminhado inicialmente ao ponto de registro policial para a confecção da ocorrência e, em seguida, conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as demais providências legais.

Medicamentos ilegais representam risco à saúde

A Polícia Militar reforça que a entrada de medicamentos sem registro da Anvisa representa um sério risco à saúde pública, especialmente quando se trata de produtos injetáveis, como ampolas, que podem causar efeitos adversos graves. O caso segue sob investigação.