A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte do detento Luan Martins, de 20 anos, ocorrida na madrugada deste domingo (12) no presídio de Coronel Fabriciano. O jovem, natural de Timóteo, foi encontrado sem vida em uma cela do bloco B durante uma conferência de rotina realizada por policiais penais.
Segundo as informações iniciais, Luan estava com um lençol amarrado à janela da cela. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e, ao chegar ao local, constatou o óbito. A perícia da Polícia Civil também esteve presente para realizar os procedimentos de praxe.
Em entrevista exclusiva à Rede Educadora, o diretor do Presídio de Coronel Fabriciano, Heldrey Moreira Ribeiro, detalhou as circunstâncias do ocorrido. De acordo com o diretor, Luan estava na cela 9B e, por questões de segurança e administrativas, havia sido retirado do convívio com os demais presos e mantido em uma cela apartada, sozinho.
“O modus operandis do caso é normalmente utilizado em casos de suicídio, deixando a carta de despedida. O indivíduo estava sozinho na cela e utilizando-se de materiais que são permitidos, que normalmente são entregues a ele, como lençóis e roupas de cama”, explicou Heldrey Moreira Ribeiro. O diretor ressaltou ainda que todas as medidas administrativas cabíveis foram tomadas para a elucidação e o esclarecimento dos fatos.
Histórico e transferência
Luan Martins era morador do bairro Nossa Senhora das Graças, o Cirilo, em Timóteo. Antes de cumprir pena, ele costumava postar conteúdos sobre motos e carros em suas redes sociais. Conforme apurado pela reportagem, o jovem havia perdido a mãe recentemente..
Luan acumulava diversas passagens pela polícia desde a adolescência. Segundo o diretor do presídio, ele possuía duas passagens pelo sistema prisional em 2023, uma pela Delegacia de Polícia de Ipatinga em 2024 e, por último, foi autuado em flagrante delito em novembro de 2023.
A transferência para o presídio de Coronel Fabriciano ocorreu no dia 6 de março deste ano. Ele respondia pelo artigo 33 da Lei 11.343, que define crimes relacionados ao tráfico de drogas, além de possuir antecedentes por tentativas de homicídio e homicídio consumado.
As circunstâncias exatas da morte continuam sendo apuradas pelas autoridades competentes.