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Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa” do basquete brasileiro, aos 68 anos

Portal Educadora

Publicado há 10 horas

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O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu aos 68 anos em São Paulo. Conhecido como "Mão Santa", ele lutava contra um câncer no cérebro desde 2011.

O esporte nacional perdeu um de seus maiores ídolos nesta sexta-feira (17). Oscar Daniel Bezerra Schmidt, eternizado como o “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos. A morte de Oscar Schmidt ocorreu na cidade de Santana de Parnaíba, em São Paulo. O ex-atleta lutava contra um câncer no cérebro desde 2011. Nos últimos anos, ele enfrentava complicações de saúde que exigiam acompanhamento médico constante.

Nascido em Natal (RN) em 16 de fevereiro de 1958, Oscar construiu uma trajetória inigualável. Ele dedicou 26 anos de sua vida ao basquete profissional. Acima de tudo, tornou-se sinônimo de dedicação à Seleção Brasileira. Sua recusa em atuar na NBA demonstrava seu compromisso com o país. Naquela época, as regras impediam que jogadores da liga americana defendessem suas seleções. Portanto, Oscar escolheu o Brasil.

A decisão de priorizar a Seleção rendeu frutos históricos. Oscar participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos, de 1980 a 1996. Consequentemente, ele se consagrou como o maior pontuador da história olímpica. O jogador acumulou impressionantes 1.093 pontos no torneio. Além disso, em Seul (1988), o ala registrou a incrível média de 42,3 pontos por partida. Esse recorde permanece inalcançável até hoje.

O momento mais emblemático de sua carreira ocorreu em 1987. Na final dos Jogos Pan-Americanos, Oscar liderou uma virada espetacular contra os Estados Unidos. O Brasil venceu por 120 a 115, impondo a primeira derrota dos norte-americanos em casa. O “Mão Santa” anotou 46 pontos naquela partida inesquecível. Assim, ele garantiu a medalha de ouro para o país.

Ao longo de sua extensa carreira, Oscar defendeu clubes no Brasil e na Europa. Ele vestiu as camisas de equipes como Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo. Na Itália, brilhou no Juvecaserta. Sua precisão nos arremessos o levou a acumular 49.973 pontos. Dessa forma, manteve o título de maior pontuador da história do basquete até 2024.

O reconhecimento internacional de seu talento foi consolidado com prêmios importantes. Ele entrou para o Hall da Fama da FIBA em 2010. Em seguida, integrou o Basketball Hall of Fame dos Estados Unidos em 2013. Após encerrar a carreira em 2003, Oscar dedicou-se a ministrar palestras motivacionais. Nessas ocasiões, compartilhava suas histórias de superação.

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