Em um encontro no Hotel Metropolitano nesta quinta-feira (16), em Coronel Fabriciano, a pré-candidata ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Marília Campos, detalhou os motivos que a levaram a renunciar à prefeitura de Contagem para disputar uma vaga no Congresso Nacional. Com uma trajetória marcada por quatro mandatos como prefeita, Marília afirma que sua experiência como gestora municipal será o alicerce de sua atuação em Brasília.
Do executivo municipal ao Senado
Questionada sobre a decisão de deixar a cadeira de prefeita em Contagem, Marília destacou que entrega a cidade com as contas em dia — citando um saldo de R$ 84 milhões em caixa — e um amplo cronograma de obras em andamento. Segundo a pré-candidata, o reconhecimento de seu trabalho transbordou os limites de Contagem, refletindo-se em liderança nas pesquisas de intenção de voto para o Senado.
“Resolvi renunciar ao mandato acreditando que seria importante utilizar todo o meu capital político e minha história para defender os interesses dos mineiros, especialmente das regiões mais empobrecidas do nosso estado”, afirmou.
Pautas prioritárias: municipalismo e pacto federativo
Uma das principais críticas de Marília Campos é a atual distorção do pacto federativo. Como “municipalista convicta”, ela defende que os municípios possuem responsabilidades constitucionais amplas, mas não recebem os recursos necessários para executá-las.
Como exemplo, citou a área da saúde: enquanto a obrigação constitucional de investimento é de 15%, Contagem chegava a investir 32% de sua receita. Sua meta no Senado será lutar por mais recursos diretos para as prefeituras, especialmente para aquelas que dependem exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Defesa da democracia e Direitos das Mulheres
Além da pauta econômica e administrativa, Marília estabeleceu dois outros pilares para sua eventual atuação parlamentar:
1. Equilíbrio entre os Poderes: A pré-candidata criticou o que chama de “extrapolação de competências” entre o Legislativo, Executivo e Judiciário, defendendo que o conflito institucional prejudica diretamente a população. “Vira uma brigaiada e, no fim, sobra é para a população. Ninguém faz nada, só fica brigando uns com os outros”, pontuou.
2. Causa feminina: Representando 52% do eleitorado, as mulheres terão voz ativa em seu mandato, com foco no combate à violência e ao feminicídio. “A mulher tem que ter autonomia e estar onde ela quiser, inclusive na política”, enfatizou.
Olhar estratégico sobre o Vale do Aço
A escolha do Vale do Aço como uma das primeiras paradas de sua agenda não foi por acaso. Marília classificou a região como a segunda região metropolitana mais importante de Minas Gerais e um polo estratégico para o desenvolvimento nacional devido à sua força industrial.
A pré-candidata prometeu que, se eleita, acompanhará de perto as obras de infraestrutura previstas para a região, garantindo que o Vale do Aço atinja seu pleno potencial de desenvolvimento.