quinta-feira, 30 de abril de 2026

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Reposição hormonal: o que é verdade e o que é mito sobre o tratamento na menopausa

Portal Educadora

Publicado há 4 horas

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reposição hormonal alivia sintomas do climatério e melhora a qualidade de vida. Foto gerada por IA

A reposição hormonal ainda desperta dúvidas e receios em muitas mulheres que atravessam o climatério, a fase de transição para a menopausa. A desinformação representa um dos maiores obstáculos para quem busca aliviar os sintomas causados pela queda na produção de hormônios. Contudo, quando os médicos orientam o processo corretamente, a terapia devolve o bem-estar e a qualidade de vida à paciente.

Segundo a médica ginecologista e membro da diretoria da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (SOGIMIG), Luciana Calazans, a reposição hormonal consiste na administração de estrogênio, isolado ou combinado à progesterona, com o objetivo de compensar a redução fisiológica desses hormônios.

“A principal indicação é no climatério, especialmente na perimenopausa e nos primeiros anos após a menopausa, quando os sintomas costumam impactar mais a qualidade de vida”, explica.

Principais sintomas e a “janela de oportunidade”

As queixas mais comuns que levam as mulheres ao consultório incluem os fogachos (ondas de calor) e a sudorese noturna. A queda hormonal provoca alterações no sono, irritabilidade, dificuldade de concentração e ressecamento vaginal. Nesse sentido, a terapia hormonal atua diretamente na raiz desses problemas, melhorando inclusive a vida sexual e o humor.

A medicina destaca a existência de uma “janela de oportunidade” para o início do tratamento. De fato, a reposição apresenta uma melhor relação entre riscos e benefícios quando a paciente inicia o processo antes dos 60 anos ou em até dez anos após a menopausa. Dessa forma, o acompanhamento precoce garante resultados mais seguros e eficazes.

Mitos sobre o câncer e perigos da automedicação

Muitas mulheres ainda temem a terapia devido a interpretações antigas de estudos científicos que generalizaram os riscos. Entretanto, a especialista esclarece que a segurança depende do perfil individual. Por exemplo, o uso isolado de estrogênio em mulheres sem útero não demonstrou aumento no risco de câncer de mama. Já o uso prolongado da terapia combinada (estrogênio e progesterona) pode apresentar um risco discreto, que os médicos monitoram rigorosamente.

Incontestavelmente, a crença de que fórmulas “naturais” ou manipuladas são mais seguras não possui sustentação científica. Inclusive, essas opções podem apresentar variações de dose e menor controle de qualidade.

Somado a isso, a automedicação oferece riscos graves, como:

  • Sangramentos anormais;

  • Alterações no endométrio;

  • Eventos tromboembólicos.

Em suma, a decisão de iniciar a reposição hormonal deve ser baseada em diálogo e análise criteriosa entre médica e paciente. Portanto, buscar avaliação especializada é o primeiro passo para transformar essa fase de transição em um período de mais saúde e vitalidade.

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