A ameaça de paralisação dos atendimentos médicos na rede pública de Ipatinga foi afastada. A Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reuniu-se nesta quinta-feira (23) com representantes da categoria médica para tratar das demandas relacionadas aos pagamentos em atraso, e as partes chegaram a um acordo.
Em nota à imprensa, o Executivo informou que, durante o encontro, foi mantido o diálogo entre as partes e foram definidos os encaminhamentos necessários para a continuidade das tratativas. “Ficou acordado que não haverá paralisação dos atendimentos, garantindo a manutenção da assistência à população”, diz o comunicado.
A administração municipal reafirmou o compromisso com o diálogo, a valorização dos profissionais de saúde e a regularização das pendências financeiras.
Relembre o caso
A crise teve início quando médicos que prestam serviços às unidades básicas de saúde, à UPA e ao Hospital Municipal Eliane Martins divulgaram um comunicado ameaçando paralisar os atendimentos por tempo indeterminado caso os pagamentos referentes aos meses de abril e maio não fossem regularizados em até 72 horas.
A vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde de Ipatinga, Rosângela, também denunciou o agravamento da situação: o tomógrafo do Hospital Municipal estava parado por falta de pagamento, laboratórios haviam interrompido exames por ausência de repasses, e serviços como o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) corriam risco de paralisação. Ela questionou ainda a destinação de mais de R700 milhões recebidos pelo município para a área da saúde e cobrou maior fiscalização da Câmara Municipal.
Na quarta-feira (22), a Prefeitura reconheceu as pendências e informou ter efetuado o pagamento de R 1,1 milhão aos médicos contratados como pessoas jurídicas. O Executivo atribuiu parte das dificuldades ao custeio, com recursos próprios, de procedimentos de média e alta complexidade que deveriam ser financiados pelo Governo Federal via SUS, e informou ter solicitado ao Ministério da Saúde uma indenização de R14,49 milhões e a recomposição anual de R 7,5 milhões no teto de repasses — pedidos que aguardam liberação federal.