sexta-feira, 31 de julho de 2026

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Cleitinho diz que será candidato ao governo de MG e contradiz o próprio partido; pesquisas mostram favoritismo

Portal Educadora

Atualizado há 15 horas

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Cleitinho contradiz o Republicanos e confirma pré-candidatura ao governo de MG; pesquisas mostram favoritismo com 36% a 38% das intenções de voto. Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

A disputa pelo governo de Minas Gerais entrou em uma reviravolta nesta semana. O Republicanos anunciou na manhã de quarta-feira (29) que o senador Cleitinho Azevedo não seria o candidato da legenda ao Palácio Tiradentes. Horas depois, o próprio senador contradisse o partido em coletiva de imprensa em Divinópolis e afirmou que mantém a pré-candidatura.

“Que fique claro aqui que eu e Falcão somos pré-candidatos a governador”, declarou Cleitinho, ao lado do ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que seria seu vice.

O luto como justificativa

Cleitinho explicou que a ausência na convenção estadual do partido, realizada no último sábado (25), se deveu ao luto pela morte do irmão mais novo, Matheus Augusto Azevedo, 34 anos, falecido em 18 de julho após complicações de um câncer. A convenção ocorreu exatamente uma semana depois do falecimento.

“Eu enterrei o meu irmão. Como eu vou lançar uma candidatura estando de luto? Eu falei para o pessoal do partido: gente, eu não vou conseguir ir na convenção, eu não tenho ainda cabeça e energia para isso”, disse o senador. Ele acrescentou que toda a sua família tem um histórico de perdas por câncer, inclusive o pai, e que havia prometido à família que não lançaria a candidatura enquanto o irmão não estivesse bem.

Partido diz que candidatura “nunca foi formalmente assumida”

Em nota, o Republicanos afirmou que trabalhou meses para viabilizar a candidatura, com diálogo constante e articulação com partidos aliados, mas que a decisão de disputar o governo “nunca foi formalmente assumida” por Cleitinho. O presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, chegou a dizer que o senador “perdeu o timing” da candidatura.

A ausência de Cleitinho na convenção também afetou o PL, que havia fechado apoio ao senador em maio e decidiu não lançar candidato próprio ao governo de Minas aguardando sua definição. Sem Cleitinho, o partido avalia apoiar Marcelo Aro (PP).

O senador disse que tentaria conversar com Marcos Pereira nesta quinta-feira (30) para “tocar o coração dele e oficializar a candidatura”. “Qual o partido, seja de esquerda ou de direita, que vai querer perder um candidato que está liderando pesquisas com 40% de intenção de votos?”, questionou.

O que dizem as pesquisas

As pesquisas mostram que Cleitinho é o grande favorito à sucessão do governo mineiro. A Genial/Quaest, divulgada na quarta (29), apontou o senador com 34% das intenções de voto no primeiro turno, com ampla vantagem sobre os demais. Em eventual segundo turno, ele também venceria com folga.

Nesta quinta-feira (30), o instituto Real Time Big Data divulgou nova pesquisa, ouvindo 2 mil eleitores mineiros entre os dias 25 e 29 de julho (margem de erro de dois pontos percentuais). Os números reforçam o favoritismo:

Com Cleitinho na disputa, ele lidera com 36% a 38% das intenções de voto no primeiro turno, dependendo do cenário. Em segundo lugar aparecem Alexandre Kalil (PDT) com 15% e Patrus Ananias (PT) com 14%. No segundo turno, Cleitinho venceria Patrus por 48% a 36%, Kalil por 47% a 33%, e Mateus Simões (PSD) por 49% a 27%.

Sem Cleitinho, a disputa se abre completamente. Kalil (PDT) aparece com 20% e Patrus (PT) com 17%, em empate técnico. Marcelo Aro (PP), apontado como alternativa da direita, estreia com 15%. O número de indecisos e de quem pretende votar nulo ou em branco sobe significativamente.

Os partidos têm até o dia 5 de agosto para realizar as convenções. Após essa data, os nomes devem ser registrados na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto.

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