quarta-feira, 9 de setembro de 2026

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Justiça afasta policial penal suspeito de exigir R$ 20 mil de detento em Ipaba

Portal Educadora

Atualizado há 2 horas

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Justiça afasta policial penal suspeito de cobrar R$ 20 mil de detento por vaga de trabalho na penitenciária de Ipaba, segundo o MPMG

A Justiça determinou o afastamento preventivo de um policial penal investigado sob suspeita de exigir R$ 20 mil de um detento em troca da concessão e manutenção de uma vaga de trabalho na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, no Vale do Aço.

A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em uma Ação de Improbidade Administrativa. À época dos fatos, segundo o órgão, o servidor exercia a função de diretor de Segurança da unidade prisional.

Afastamento vale até nova decisão

Por determinação da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipatinga, o policial penal deverá permanecer afastado do cargo e de funções de chefia, direção ou assessoramento na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp/MG), sem prejuízo da remuneração. A medida vale até nova deliberação judicial.

Conforme a ação do MPMG, o servidor teria usado a função para exigir o pagamento, no início de setembro de 2025. Em troca, seria concedida e mantida uma vaga de trabalho na marcenaria da penitenciária.

Suposta cobrança teria sido feita por Pix

Segundo as apurações, o policial penal teria entrado em contato com a mãe do detento e fornecido os dados da própria conta bancária para receber o valor. O montante de R$ 20 mil teria sido transferido em três operações via Pix: R$ 3 mil, R$ 10 mil e R$ 7 mil.

O Ministério Público informou que reuniu depoimentos, comprovantes das transferências, mensagens, áudios e dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos. De acordo com o órgão, os pagamentos teriam ocorrido no mesmo período em que foi formalizado o ato administrativo que concedeu a vaga de trabalho ao preso.

Justiça aponta risco para coleta de provas

Ao conceder o afastamento, a Justiça considerou que há, nesta fase inicial do processo, elementos que indicam possível ato intencional de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito. A decisão também cita risco à coleta de provas caso o servidor permanecesse em exercício.

Os mesmos fatos são investigados na esfera criminal. A ação de improbidade seguirá para análise definitiva das acusações, com garantia de direito de defesa e contestação ao investigado.

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