Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram, em assembleias virtuais encerradas na noite desta segunda-feira (21), rejeitar a terceira proposta do banco e manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro. Com a recusa em mais de 90% das bases sindicais do país, a paralisação da categoria segue por tempo indeterminado.
A votação foi realizada por meio de plataforma eletrônica, resultando no rechaço majoritário do texto ofertado pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), válido até agosto de 2028. As representações dos trabalhadores informaram que os desdobramentos e os próximos passos do movimento serão definidos pelas lideranças sindicais.
Impasse no plano de saúde e reivindicações
O principal ponto de divergência nas negociações envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos bancários da instituição. A oferta do banco previa elevar de 6,5% para 9% o teto da folha de pagamento destinado ao custeio do benefício a partir de 2027, além de retirar a cobrança por faixa etária e manter o modelo solidário.
Apesar da alteração no teto, os bancários consideraram os termos insuficientes. A categoria cobra avanços em itens como a restruturação das carreiras, diretrizes para inclusão de pessoas com deficiência, direito à desconexão, regulamentação de licenças, férias e melhores condições de saúde ocupacional. Com a continuidade da paralisação, os sindicatos orientam que a população utilize os canais digitais do banco para atendimentos essenciais.