O Poder Executivo de Ipatinga encaminhou à Câmara Municipal o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, estimando uma receita total de R$ 2,003 bilhões. A proposta, entregue no dia 30 de setembro, estabelece a projeção de arrecadação do município e fixa os limites de despesas para o próximo ano.
Do montante global, a área da Saúde receberá a maior fatia dos recursos públicos, com R$ 688,2 milhões previstos para o Fundo Municipal de Saúde — o equivalente a cerca de um terço de todo o orçamento da cidade. Em seguida, a Educação aparece como a segunda maior prioridade, com R$ 429,8 milhões (somando verbas da secretaria e do Fundeb). Juntas, as duas áreas somam mais de R$ 1,1 bilhão da receita estimada.
Outras secretarias e origens da receita
A proposta orçamentária também destina R$ 169,6 milhões para Urbanismo, R$ 79,5 milhões para Obras Públicas e R$ 36,6 milhões para a Segurança Pública, além de aportes para Assistência Social, Saneamento, Transporte, Cultura, Habitação e Esporte.
A maior parte dos recursos virá de transferências correntes da União e do Estado, projetadas em R$ 1,3 bilhão, evidenciando a dependência do município de repasses intergovernamentais. Já a arrecadação própria (impostos, taxas e contribuições de Ipatinga) está estimada em R$ 565,6 milhões.
Proposta traz redução em relação a 2026 e segue em tramitação
O valor proposto para 2027 representa uma redução nominal de aproximadamente 1,6% (R$ 32,5 milhões a menos) em comparação com o orçamento aprovado para 2026, que foi de R$ 2,035 bilhões.
O texto agora tramita nas comissões permanentes do Legislativo ipatinguense. O prazo para emissão dos pareceres preliminares é até 19 de outubro, e os vereadores poderão apresentar emendas antes da votação final em plenário, que deve ocorrer até o fim de dezembro.