quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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Crise no transporte escolar em Timóteo: motoristas ameaçam greve por falta de pagamento e Prefeitura culpa empresa

Portal Educadora

Publicado há 2 horas

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Pressionada por denúncias, Prefeitura de Timóteo comprova repasse à cooperativa, culpa empresa por atrasos de salários e afasta risco de greve no transporte. Foto ilustrativa gerada por IA

A Rede Educadora de Comunicação recebeu denúncias de famílias de estudantes da rede municipal de Timóteo preocupadas com a possível paralisação do transporte escolar. O motivo seria a falta de repasse de pagamento aos prestadores de serviço responsáveis pelo transporte.

De acordo com as informações obtidas, o pagamento às empresas e motoristas deveria ter sido efetuado no dia 5 deste mês e, até esta quarta-feira (23), ainda não havia sido realizado. A situação gerou apreensão entre os pais e responsáveis que dependem do serviço para garantir o deslocamento dos alunos até as escolas.

Cobrança e impactos na rede municipal

A vereadora Renara confirmou ter recebido diversas mensagens de moradores — com maior ênfase em relatos vindos de famílias do Setor 7 — alertando sobre o risco iminente de suspensão do transporte caso a situação financeira não seja regularizada. Após tomar conhecimento do caso, a parlamentar entrou em contato com o secretário de Educação do município para repassar as demandas e buscar um posicionamento oficial.

Segundo repassado à vereadora, a Secretaria de Educação se prontificou a buscar uma solução para o impasse até o final do dia. Um dos agravantes que intensifica a preocupação da comunidade é o impacto das recentes fortes chuvas na região: a Escola do Limoeiro foi duramente atingida pelos temporais, fazendo com que os alunos fossem transferidos temporariamente para estudar na sede da Secretaria de Educação (Cemei), tornando o transporte escolar ainda mais imprescindível para o acesso às aulas.

Prefeitura culpa empresa

Após pais e responsáveis de alunos virem a público denunciar a iminência de uma greve por falta de pagamento aos motoristas — situação que deixaria centenas de crianças sem acesso às aulas —, a Prefeitura de Timóteo emitiu uma nota oficial para tentar afastar o risco de paralisação e terceirizar a culpa pelo impasse.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a responsabilidade pelo calote nos salários, que deveriam ter sido depositados no dia 5 de setembro, é exclusiva da Cooperativa Transporte Global. A Prefeitura se defende afirmando que já realizou o repasse financeiro à concessionária de forma antecipada, e que cumpriu integralmente a sua parte no contrato.

Cobrança e promessa de pagamento

O jogo de empurra gerou revolta, principalmente entre as famílias da região da Escola do Limoeiro, que dependem ainda mais dos ônibus após o remanejamento dos alunos devido aos estragos das últimas chuvas. A nota oficial detalha que a cooperativa só emitiu a nota fiscal de cobrança no dia 17 de setembro, e que o município utilizou recursos empenhados desde agosto para fazer a quitação antes do prazo legal de 30 dias.

Diante da repercussão negativa e do alerta das famílias, a Secretaria de Educação precisou intervir. Em reunião com o proprietário da Transporte Global, a pasta exigiu o cumprimento imediato das obrigações trabalhistas. Sob pressão, a empresa garantiu que todos os motoristas e monitores receberão os salários atrasados integralmente nesta quinta-feira (24).

Com a promessa de pagamento, a Prefeitura de Timóteo afirma que a situação está normalizada e descarta a suspensão das rotas, garantindo que nenhum estudante da rede pública de ensino será prejudicado.

ÍNTEGRA DA NOTA:

NOTA OFICIAL: PREFEITURA DE TIMÓTEO ESCLARECE REALIDADE SOBRE O TRANSPORTE ESCOLAR

A Prefeitura de Timóteo, por meio da Secretaria Municipal de Educação, vem a público restabelecer a verdade dos fatos e esclarecer de forma definitiva a situação do transporte escolar no município, desfazendo narrativas distorcidas e acusações infundadas que têm circulado.

A Administração Municipal informa expressamente que já realizou o repasse financeiro para a Cooperativa Transporte Global, concessionária responsável pelo serviço. É fundamental separar as responsabilidades: a Prefeitura cumpre rigorosamente os pagamentos à empresa fornecedora, enquanto a obrigação de pagar os salários dos motoristas e monitores é restrita e exclusiva da própria empresa contratada junto aos seus funcionários. Portanto, o Município cumpriu integralmente com a sua parte.

Mais do que apenas cumprir o dever, a Prefeitura agiu com celeridade e eficiência administrativa. Conforme as regras do contrato firmado com a Cooperativa de Transporte Global, o Município dispõe de um prazo legal de até 30 dias para efetuar o pagamento ao fornecedor após o cumprimento do check-list de faturamento e liquidação. Embora a nota fiscal correspondente tenha sido emitida pela empresa apenas no dia 17 de setembro, a Prefeitura antecipou-se ao prazo de um mês a que tinha direito e realizou a quitação antes do limite previsto em lei. A despesa já contava com previsão orçamentária garantida, tendo sido devidamente empenhada desde o dia 18 de agosto.

Assim que a Secretaria de Educação tomou conhecimento sobre o atraso de 10 dias no pagamento dos profissionais por parte da Transporte Global, cujo vencimento deveria ter ocorrido no dia 05 de setembro, a pasta acionou imediatamente a direção da empresa. Todas as medidas contratuais cabíveis já foram formalizadas pela Administração. Em reunião e alinhamento direto com o proprietário da concessionária para exigir o cumprimento imediato das cláusulas contratuais, ficou estritamente definido e garantido pela empresa que os pagamentos de todos os motoristas e monitores serão integralmente realizados na data de hoje, quinta-feira (24), normalizando a situação e evitando a paralisação dos serviços.

A Prefeitura de Timóteo lamenta profundamente que alguns cidadãos se utilizem de desinformação para alarmar famílias e prejudicar estudantes. A Administração Municipal reitera seu compromisso com a transparência, com a verdade e com a garantia de que nenhum estudante da rede pública de ensino será prejudicado.

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