Estudar é, para muitos jovens, uma forma de construir o futuro. No entanto, os desafios mudam ao longo da trajetória educacional. No ensino médio, surgem as primeiras escolhas sobre profissão e faculdade. Já na universidade, a rotina exige autonomia, organização e conciliação entre estudos, trabalho e vida pessoal.
No Dia do Estudante, celebrado nesta terça-feira (11), a repórter Mônica Soares ouviu alunos e um professor para mostrar como as transformações da tecnologia, das redes sociais e da inteligência artificial têm impactado a vida dentro e fora da sala de aula.
Ensino médio: escolhas para o futuro
Para quem ainda está na escola, o período também é marcado por descobertas e decisões sobre os próximos passos. Kleiviton Rodrigues, estudante da rede estadual, enxerga os estudos como preparação para o futuro. Ele afirma não enfrentar dificuldades de infraestrutura na escola, mas aponta o respeito a professores e funcionários como um aspecto que precisa avançar.
O estudante pretende seguir a carreira militar. Para ele, a formação representa uma oportunidade de alcançar estabilidade financeira, realizar conquistas e ajudar a família.
Universidade amplia possibilidades e responsabilidades
A chegada ao ensino superior traz uma rotina diferente e exige mais autonomia. Ana Laura, estudante de Publicidade e Propaganda em uma universidade da região, conta que a faculdade abriu espaço para novas descobertas dentro da Comunicação Social.
Ela destaca o contato com áreas como audiovisual, design e teatro. Segundo a estudante, essa diversidade contribui para a preparação profissional e ajuda a identificar interesses ao longo da formação.
Ao mesmo tempo, administrar o tempo aparece como um dos principais desafios. Ana Laura relata que conciliar faculdade e trabalho torna a rotina intensa e, muitas vezes, não sobra tempo para todas as atividades.
Tecnologia transforma a sala de aula
O professor Rodrigo Cristiano atua tanto no ensino estadual quanto no superior e acompanha estudantes em diferentes etapas da formação. Para ele, uma das mudanças mais marcantes dos últimos anos está na influência da tecnologia e das redes sociais sobre o acesso ao conhecimento.
Na avaliação do educador, o professor deixou de ocupar sozinho o papel de fonte de informação e passou a atuar também como mediador. A função é orientar o estudante na pesquisa, na seleção de conteúdos e na ampliação do próprio repertório.
Rodrigo também considera positiva a participação maior dos alunos em debates e a atenção que eles demonstram a temas como preconceito, respeito e direitos.
Inteligência artificial exige equilíbrio
Embora amplie o acesso à informação, a tecnologia também pode criar obstáculos para o aprendizado. Rodrigo alerta para o risco de alguns estudantes recorrerem a respostas prontas fornecidas pela internet ou pela inteligência artificial sem se aprofundar nos conteúdos.
Para o professor, o desafio é encontrar equilíbrio entre o uso das novas ferramentas e um processo de aprendizagem mais crítico. Ele cita ainda a chamada economia da atenção, que exige metodologias ativas, aulas dinâmicas e recursos que vão além dos formatos tradicionais para manter o interesse dos alunos.
Mesmo assim, ele ressalta que não existe uma única estratégia capaz de prender a atenção de todos. Cada turma e cada estudante demanda abordagens diferentes.
Estudo como oportunidade de escolha
Ao falar sobre o desânimo que pode atingir estudantes, Rodrigo lembra um ensinamento que ouviu do avô: “A caneta é mais leve que uma enxada.” Para ele, a frase traduz a ideia de que o estudo amplia as possibilidades de escolha profissional e de futuro.
As experiências de Kleiviton e Ana Laura revelam momentos distintos de uma mesma caminhada. Enquanto um começa a projetar os caminhos depois da escola, a outra vivencia os desafios e as descobertas da formação universitária. Em comum, permanece a expectativa de transformar o aprendizado em novas oportunidades.