A mobilização dos servidores públicos de Coronel Fabriciano ganhou força na noite desta terça-feira (28). Após uma assembleia que reuniu cerca de 600 trabalhadores e rejeitou por unanimidade a proposta do Executivo nessa segunda-feira (27), a categoria realizou uma manifestação pacífica em frente à sede da Prefeitura.
Em entrevista à Rede Educadora, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Coronel Fabriciano (Sintmcelf), Sirlene Vaz, detalhou os próximos passos do movimento e a insatisfação com a retirada de direitos históricos.
Contraproposta enviada ao Executivo
A categoria já protocolou um ofício informando sobre o estado de greve — um alerta oficial antes de uma possível paralisação total — e apresentou uma nova proposta para análise do prefeito Sadi Lucca e sua equipe.
Os principais pontos da contraproposta dos servidores incluem:
- Reajuste Salarial: Manutenção do índice de 1,45% proposto pela prefeitura (embora o pedido inicial fosse de 5% de ganho real).
- Auxílio-Alimentação: Aceitação do valor de R$ 400,00 oferecido pelo Executivo.
- Manutenção das Férias-Prêmio: Este é o ponto central do impasse. Os servidores aceitam os índices financeiros, desde que a Prefeitura não retire o direito às férias-prêmio, garantido pelo Estatuto do Servidor desde 1978.
“Indignação com a retirada de direitos”
Segundo Sirlene Vaz, o que motivou a lotação da assembleia e a manifestação foi a tentativa de trocar benefícios financeiros por direitos conquistados.
“O que tirou o servidor de casa foi essa indignação da retirada de direitos. Não podemos aceitar que, para dar um reajuste, se retire algo que foi luta da classe trabalhadora. Prefeito passa, mas o servidor é uma carreira de 30, 35 anos,” afirmou a presidente.
Próximos passos
O sindicato reforçou que o movimento é ordeiro e conta com o apoio da Polícia Militar para garantir a segurança. A expectativa agora recai sobre uma resposta da administração municipal à nova proposta apresentada. O estado de greve permanece como um instrumento de pressão, e a categoria aguarda uma convocação para nova rodada de negociações com o prefeito Sadi Lucca.