terça-feira, 28 de julho de 2026

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Novo tratamento não hormonal amplia opções para aliviar ondas de calor na menopausa

Portal Educadora

Publicado há 1 hora

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Aprovado pela Anvisa, o fezolinetanto oferece uma nova alternativa não hormonal para tratar ondas de calor e suores noturnos da menopausa

A aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de um novo medicamento não hormonal para o tratamento das ondas de calor e suores noturnos associados ao climatério representa um avanço para a saúde da mulher. A novidade amplia as possibilidades terapêuticas, especialmente para pacientes que possuem contraindicação à terapia hormonal ou preferem não utilizá-la.

O medicamento, chamado fezolinetanto, foi aprovado no Brasil em junho de 2026 e atua de maneira diferente da terapia hormonal tradicional. Em vez de repor estrogênio, ele age em uma região do cérebro responsável pelo controle da temperatura corporal, ajudando a reduzir os sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor intensas e suores noturnos.

Alternativa para mulheres com contraindicação à terapia hormonal

Segundo a ginecologista e integrante da diretoria da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (SOGIMIG), Gisele Vissoci Marquini, a aprovação representa uma importante conquista para mulheres que conviviam com sintomas intensos e tinham poucas opções de tratamento. “Para mulheres com contraindicação à terapia hormonal, essa possibilidade representa uma ressignificação do tratamento do climatério. É uma forma de devolver qualidade de vida para pacientes que muitas vezes ouviam que não havia muito a ser feito”, destaca a médica.

Entre as pacientes que podem ser beneficiadas estão mulheres com histórico ou tratamento atual de câncer de mama, câncer de endométrio, sangramentos uterinos sem diagnóstico definido, trombose e doenças cardiovasculares importantes. A alternativa também pode ser considerada por aquelas que, mesmo após orientação médica, optam por não utilizar hormônios.

Medicamento amplia opções, mas não substitui a terapia hormonal

A especialista ressalta que o novo medicamento não deve ser visto como substituto automático da terapia hormonal, já que cada tratamento possui indicações específicas.

Enquanto a terapia hormonal pode atuar também na melhora dos sintomas geniturinários, na preservação da massa óssea e em outros efeitos relacionados à queda hormonal, o fezolinetanto tem ação direcionada principalmente às ondas de calor e à sudorese noturna.

Qualidade de vida

Os sintomas vasomotores podem comprometer significativamente a rotina das mulheres, afetando o sono, a disposição, o desempenho profissional, os relacionamentos e a saúde emocional.

Segundo Gisele Marquini, controlar os sintomas noturnos permite que muitas pacientes recuperem energia e qualidade de vida. “Não se trata apenas de aliviar calorões, mas de reduzir um impacto que pode ser físico, emocional e social.”

Atendimento deve ser individualizado

A médica reforça que qualquer tratamento para a menopausa deve ser precedido de avaliação médica. Mesmo quando a escolha é por uma opção não hormonal, o acompanhamento ginecológico continua sendo fundamental para o rastreamento de doenças, investigação de sangramentos e prevenção de problemas cardiovasculares.

Ela destaca ainda que cada mulher apresenta sintomas, histórico clínico e necessidades diferentes, tornando indispensável um tratamento individualizado. “As mulheres são diferentes, e o tratamento deve respeitar essa individualidade. Quando o cuidado é individualizado e respaldado pela medicina baseada em evidências, a chance de adesão e sucesso é maior.”

Ao final, a especialista faz um alerta para que as mulheres não normalizem o sofrimento causado pela menopausa e busquem orientação médica sempre que os sintomas comprometerem a qualidade de vida. “Não sofram caladas. Busquem orientação com profissionais de confiança e evitem informações desencontradas, especialmente nas redes sociais. A menopausa não é o fim; é o início de uma nova fase, que pode ser vivida com saúde, acolhimento e qualidade de vida”, finaliza.

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