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Semana da Vacinação começa hoje e vai até o dia 30; veja a importância de se proteger

Portal Educadora

Publicado há 14 horas

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A vacinação representa um compromisso coletivo que vai muito além da proteção individual. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas salvaram mais de 150 milhões de vidas nos últimos 50 anos. Esse dado significa que a imunização preserva seis vidas a cada minuto, todos os dias, há cinco décadas.

Atualmente, a Semana Mundial da Imunização, que ocorre de 24 a 30 de abril, reforça essa importância. Com o tema “Para cada geração, as vacinas funcionam”, a campanha deste ano incentiva as famílias a atualizarem seus cartões de vacina. Dessa forma, a sociedade consegue evitar surtos de doenças e proteger as pessoas mais vulneráveis.

Nesta Semana Mundial da Imunização, Dr. Pedro Henrique Mendes, da FSFX, reforça que vacinar é mais do que um ato individual, é um gesto de cuidado coletivo

O desafio da cobertura vacinal no Brasil

O Brasil possui o Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973 e reconhecido como um dos mais completos do mundo. Graças a esse esforço, o país controlou doenças graves como a poliomielite e a rubéola ao longo de décadas. No entanto, a queda nas taxas de cobertura vacinal nos últimos anos preocupa médicos e autoridades sanitárias.

Em 2021, nenhuma das principais vacinas infantis atingiu a meta de 95% de cobertura recomendada pela OMS. Nesse sentido, o médico infectologista da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Dr. Pedro Henrique Mendes, alerta que a vacinação em massa corta a cadeia de transmissão de doenças. “A vacinação é um gesto de responsabilidade social que previne epidemias e salva vidas”, afirma o especialista.

Novas tecnologias e combate à desinformação

Além de eficazes, as vacinas evoluíram e ficaram ainda mais seguras com o avanço da ciência. O Dr. Pedro Henrique explica que novas plataformas, como as vacinas de RNA mensageiro, garantem máxima proteção com menos efeitos colaterais. Recentemente, o SUS também adquiriu a vacina contra o vírus sincicial respiratório para proteger gestantes.

Apesar desses avanços, a desinformação continua sendo um grande desafio para a saúde pública. Para combater as notícias falsas (fake news), o médico orienta que a população deve valorizar o conhecimento científico. “Devemos dar crédito à ciência e buscar informações corretas nos órgãos oficiais, evitando o ‘achismo’ de terceiros”, pontua o Dr. Pedro Henrique.

Segurança garantida por testes rigorosos

É importante ressaltar que todas as vacinas passam por processos rigorosos de controle antes de chegarem aos postos. As agências sanitárias monitoram constantemente cada dose para garantir a segurança de quem as recebe. Portanto, os eventos adversos são raros e, na maioria das vezes, leves.

Por fim, a baixa adesão às campanhas deixa a população exposta ao reaparecimento de doenças controladas, como o sarampo. Dessa forma, manter a caderneta de vacinação atualizada é a maneira mais eficaz de cuidar da própria saúde e de toda a comunidade.

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