quinta-feira, 30 de julho de 2026

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Usiminas registra crescimento de 17% no EBITDA no segundo trimestre, mas mantém cautela diante das incertezas do mercado

Portal Educadora

Publicado há 13 horas

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Usiminas registra melhora do EBITDA, mas mantém cautela pela instabilidade do mercado

A Usiminas registrou EBITDA Ajustado de R$ 761 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 17% em relação aos três primeiros meses do ano. A receita líquida consolidada alcançou R$ 6,1 bilhões, alta de 4% na comparação com o trimestre anterior, impulsionada por vendas de 989 mil toneladas de aço e 2,47 milhões de toneladas de minério de ferro. A margem EBITDA evoluiu de 11,1% para 12,4%.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela operação de siderurgia, com recuperação dos preços e melhoria do mix de vendas, além dos ganhos provenientes de iniciativas de eficiência operacional implementadas nos últimos meses. Na mineração, houve recuperação dos volumes comercializados após o período chuvoso, ainda que as margens tenham sido pressionadas pela alta dos custos logísticos, especialmente dos fretes marítimos.

O lucro líquido foi de R$ 428 milhões no período. Na comparação com o primeiro trimestre, houve redução de 52%, principalmente em função dos efeitos relacionados ao reconhecimento de créditos tributários registrados nos três primeiros meses do ano.

Nova planta de injeção de carvão em Ipatinga

Durante o trimestre, a Usiminas concluiu a implantação da nova planta de injeção de carvão pulverizado (PCI) em Ipatinga. O investimento amplia a eficiência dos altos-fornos, reduz custos de produção e contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, reforçando a competitividade das operações.

Cautela diante dos desafios do setor

Para o presidente da Usiminas, Marcelo Chara, os resultados demonstram avanço operacional, mas o cenário exige atenção. “Precisamos manter a cautela e continuar focados em eficiência operacional, produtividade de mão de obra e disciplina financeira. Priorizamos a rentabilidade das operações e avançamos em investimentos estruturantes voltados à competitividade e à sustentabilidade do negócio”, afirma.

Segundo Chara, o ambiente de negócios segue pressionado por fatores internacionais e domésticos. O excesso de oferta de aço no mercado global, as incertezas econômicas e as tensões geopolíticas continuam gerando volatilidade para o setor. No Brasil, a manutenção das taxas de juros em níveis elevados segue limitando o consumo e os investimentos, afetando o ritmo da atividade industrial.

Importações ainda preocupam

Apesar dos efeitos positivos das medidas de defesa comercial adotadas pelo governo, o volume de importações de aço permanece elevado. A entrada de produtos importados continua pressionando a utilização da capacidade instalada da indústria nacional e comprometendo a sustentabilidade das cadeias produtivas.

“A redução das importações observada nos últimos meses é um passo importante, mas os níveis ainda são elevados com novos países asiáticos e continuam sendo motivo de preocupação para a indústria brasileira. É fundamental continuar com os processos de defesa comercial para termos condições equilibradas de concorrência”, conclui Chara.

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